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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Revolta no maior teatro de Natal

Uma cena de desrespeito e discriminação chamou atenção no Teatro Riachuelo, a mais nova e maior casa de espetáculo de Natal.  Segundo consta, provocando revolta generalizada, inclusive, na praça de alimentação do piso superior do Midway Mall (shopping onde fica o teatro).
A cadeirante Clarissa dos Anjos, ao lado se sua irmã e acompanhante Camila, e o noivo da última, passaram por um grande constrangimento.  Em primeiro lugar, não havia na bilheteria nenhum caixa preferencial - descumprindo a Lei Federal 10.048/00, que obriga os estabelecimentos a possuir atendimento especial para deficientes, idosos, gestantes, lactantes e pessoas acompanhadas por crianças de colo.
Além disso, de acordo com o Blog do BG, de outras vezes que foram ao mesmo teatro, Camila pôde entrar gratuitamente.  Dessa vez, compraram ingressos, enfrentando uma fila sem caixa preferencial, mas foram informadas, primeiro pelo funcionário que vendia os ingressos e depois por um gerente, que a cortesia de acompanhante não seria concedida dessa vez.  Segundo o gerente disse, as cortesias não são dadas a todos os deficientes, mas apenas a alguns.
Clarissa é tetraplégica e, por isso, não consegue movimentar-se sozinha em sua cadeira de rodas.  Vendo-se impedida de entrar com seus acompanhantes, desesperou-se, chamando a atenção daqueles que estavam nos restaurantes em torno.
Em Natal não existe uma legislação específica que obrigue as casas de espetáculo a concederem cortesias a acompanhantes de pessoas com deficiências.  Leis com esse teor já foram elaboradas em alguns municípios do país.  Por aqui, tudo depende da liberalidade do promotor.
Clarissa, sua irmã e o noivo sentiram-se humilhados e discriminados.  Merecem, minimamente, um pedido desculpas - especialmente devido à mudança de postura adotada pelo teatro com relação a uma situação semelhante.

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