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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Revolta no maior teatro de Natal

Uma cena de desrespeito e discriminação chamou atenção no Teatro Riachuelo, a mais nova e maior casa de espetáculo de Natal.  Segundo consta, provocando revolta generalizada, inclusive, na praça de alimentação do piso superior do Midway Mall (shopping onde fica o teatro).
A cadeirante Clarissa dos Anjos, ao lado se sua irmã e acompanhante Camila, e o noivo da última, passaram por um grande constrangimento.  Em primeiro lugar, não havia na bilheteria nenhum caixa preferencial - descumprindo a Lei Federal 10.048/00, que obriga os estabelecimentos a possuir atendimento especial para deficientes, idosos, gestantes, lactantes e pessoas acompanhadas por crianças de colo.
Além disso, de acordo com o Blog do BG, de outras vezes que foram ao mesmo teatro, Camila pôde entrar gratuitamente.  Dessa vez, compraram ingressos, enfrentando uma fila sem caixa preferencial, mas foram informadas, primeiro pelo funcionário que vendia os ingressos e depois por um gerente, que a cortesia de acompanhante não seria concedida dessa vez.  Segundo o gerente disse, as cortesias não são dadas a todos os deficientes, mas apenas a alguns.
Clarissa é tetraplégica e, por isso, não consegue movimentar-se sozinha em sua cadeira de rodas.  Vendo-se impedida de entrar com seus acompanhantes, desesperou-se, chamando a atenção daqueles que estavam nos restaurantes em torno.
Em Natal não existe uma legislação específica que obrigue as casas de espetáculo a concederem cortesias a acompanhantes de pessoas com deficiências.  Leis com esse teor já foram elaboradas em alguns municípios do país.  Por aqui, tudo depende da liberalidade do promotor.
Clarissa, sua irmã e o noivo sentiram-se humilhados e discriminados.  Merecem, minimamente, um pedido desculpas - especialmente devido à mudança de postura adotada pelo teatro com relação a uma situação semelhante.

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