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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Pense no Haiti...

Será coincidência que parte das tropas que subiram o Alemão haviam estado no Haiti como força pacificadora da ONU?
Será que a postura contra os moradores do Alemão tem a mesma raiz do que se faz hoje no Haiti e que tem nesses soldados uruguaios um exemplo público?


Da Folha de São Paulo


O haitiano Johnny Jean, 18, que aparece em um vídeo divulgado na internet sendo agredido por marinheiros uruguaios da força de paz da ONU no Haiti, disse a rádios locais que foi sodomizado.
O caso está sendo investigado por autoridades da ONU e do governo uruguaio, mas ainda não há conclusões. No vídeo, Jean aparece com as calças abaixadas enquanto marinheiros uruguaios simulam um ato sexual. A gravação foi feita no dia 28 de julho dentro da base da Marinha uruguaia em Port Salut, por meio de um celular.
"Com relação ao que sai na filmagem, não há naquele momento a consumação [do ato sexual], mas houve um abuso e uma agressão física", disse o general Luiz Eduardo Ramos Pereira, comandante militar da ONU no Haiti. A ONU não descarta a hipótese de ele ter sido abusado em outras ocasiões.
Já ativistas da organização Rede Nacional de Defesa dos Direitos Humanos dizem que um exame médico feito no rapaz em 30 de agosto constatou "lacerações" de dois milímetros em seu ânus.
Os ativistas dizem que ele foi vítima de ao menos dois abusos, mas não deixam claro quando eles ocorreram. Os cinco militares suspeitos devem ser repatriados entre hoje e amanhã. O governo Uruguaio afirmou que eles serão processados. Em 2010, militares da força de paz do Nepal foram suspeitos de disseminar acidentalmente uma epidemia de cólera que atingiu todo o país.
A agressão ocorre em meio a uma crise política na qual o presidente Michel Martelly não consegue aprovar um premiê há quatro meses.  Ontem, ele indicou um novo nome ao Parlamento.

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