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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Pecado Capital: Dinheiro na mão é vendaval, é vendaval...

Por Alisson Almeida
No Embolando Palavras



Um amigo ligou para contar a cena. Na Avenida Engenheiro Roberto Freire, nas proximidades do Extra, dava-se uma verdadeira cena de novela. De repente, sem que ninguém soubesse a origem, começou a voar dinheiro para todo lado. As pessoas, quando perceberam, disputaram cada cédula. Motoristas desceram dos carros, passageiros desceram dos ônibus e pedestres se juntaram aos demais para tentar agarrar o seu quinhão.

Parece mentira, mas não é. Meu amigo passava de ônibus pelo local e disse que só não desceu porque o motorista não parou. Ele tentou tirar uma fotografia, mas não deu tempo. De acordo com o relato dele, o povo corria atrás do dinheiro como se fossem crianças abobalhadas atrás de balão de festa.
Isso faz vocês lembrarem alguma coisa? Há uma semana, a notícia da Operação Pecado Capitalrevelou como as “estranhas” do Ipem foram “corroídas” pela corrupção, praticada pela “organização criminosa” liderada pelo advogado Rychardson de Macedo Bernardo, segundo o Ministério Público, “testa de ferro” do deputado estadual Gilson Moura (PV).
Aí vem essa história do dinheiro voando na Roberto Freire. É a metáfora perfeita para o momento que vivemos em Natal, com escândalos simultâneos envolvendo desvio de recursos públicos. É o dinheiro que escorre pelos ralos da corrupção, deixa de ser aplicado no bem comum para pagar os hábitos provincianos da high society da Taba e enchem os cofres de políticos profissionais viciados nas sedutoras benesses proporcionadas pelo poder.
Para completar a cena, só mesmo lembrando o versos de Paulinho da Viola em “Pecado Capital“, canção que, agora, soa como se fosse profecia para os esses dias turbulentos de Rychardsons,Rhandsons e Gilsons, entre outros, da vida: “Dinheiro na mão é vendaval, é vendaval…

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