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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Os protestos no Sete de Setembro

Duas palavrinhas sobre os protestos de hoje.

Em primeiro lugar, destaque-se o protesto de Brasília, em que bandeiras de partidos não puderam participar.  Inclusive o PSOL foi impedido de abrir suas bandeiras por lá.
Vi, em fotos, faixas citando versos de canção do cantor evangélico João Alexandre, Pra cima Brasil:
Como será o futuroDo nosso país?...Onde andará a justiçaOutrora perdida?

Pareceu-me interessante a proposta.  Não estava lá.

Em segundo lugar, o protesto foi partidarizado contra o atual governo.  Isso é óbvio.  Só não concordo em que os defensores do governo coloquem no mesmo balaio de oportunistas os que protestaram de coração limpo e os que se levantaram e têm críticas à esquerda.  

Se tucanos e os do DEM esqueceram dos seus malfeitos para explorar um sentimento contra o governo isso não devia servir para desqualificar os protestos e os que deles participaram.

Necessário uma pressão das ruas para que o governo seja o que precisa ser.

Agora, se isso se transformar num discurso golpista por parte da mídia ou de partidos, vai provocar uma reunião em torno do governo de grupos que já estão mais ou menos equidistantes dele.  

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Se você pensar que o protesto mais partidário reuniu 300 em São Paulo e o menos partidarizado reuniu 12 mil em Brasília talvez conclua que os defensores do governo precisem refletir melhor sobre o que significaram as ações de hoje em todo país.

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