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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Os blogs e as operações policiais

Fiz um rápido levantamento sobre a cobertura de alguns dos principais blogs de Natal acerca das Operações policiais da semana na cidade.  Tenho a impressão que algumas dessas informações trazem possíveis significados interessantes.

Alex Medeiros não deu, em seu blog, uma nota sequer sobre a Operação Pecado Capital e a Operação Hefesto.

Anna Ruth, do Panorama Político, que é assessora do Sindipostos, não deu nenhuma nota sobre a Operação Hefesto.  Nesse caso, a postura não é criticável em virtude de um comprometimento ético com o seu assessorado.  Sobre a Operação Pecado Capital, a cobertura foi a maior dentre as que vou destacar: foram dez posts.

Thaísa Galvão foi bastante econômica sobre alguns dos temas que mais mobilizaram a comunidade na semana.  Sobre a Operação Pecado Capital, uma das notas era reprodução da nota do Ministério Público sobre o assunto.  Outra, desmentida, dava conta que Gilson Moura não se relacionava com Rychardson Bernardo há um ano.  A terceira, de cinco no total, era a nota de Wilma de Faria dando conta que exonerara Rychardson tão logo tomou conhecimento das denúncias.  Thaísa publicou cinco notas sobre a Operação Hefesto.

Por fim, Eliana Lima publicou ao longo da semana uma nota sobre a Operação Pecado Capital e duas sobre a Hefesto (se a minha pesquisa não estiver falha).

Estranho o comportamento desses jornalistas, não?  Será que significa algo?

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