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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Pecado Capital: o doloroso silêncio continua na mídia

Mais um dia e prossegue o silêncio.  Nenhuma pergunta - nenhuma sequer -, aos citados nos áudios e petição do Ministério Público sobre a Operação Pecado Capital.  Espero que na sessão da Assembleia de amanhã aos menos os questionamentos aos três deputados relacionados possam ser feitos.
Qual a relação que têm Dickson e Dibson Nasser com os envolvidos?  E Gilson Moura não se pronunciará?  Ninguém falará sobre a irmã de Fábio Dantas, deputada pelo PHS? E Fernando Faria e Lauro Maia são o Fernando e o Lauro citados por Rychardson?  E a quebra do sigilo fiscal de Rychardson pelo TRE?  Ninguém perguntará a Micarla sobre o envolvimento de nomes bem próximos a ela em dois escândalos policiais (Dickson Nasser e Gilson Moura na Pecado Capital e Enildo Alves na Hefesto)?
Escrevi sobre o silêncio obsequioso e cúmplice de nossa imprensa em dois textos ontem: aqui e aqui.  Uma das coisas mais silenciadas é a referência à Sayonara Saraiva, seu pai, o desembargador Saraiva Sobrinho, e o desembargador Expedito Ferreira.
Saraiva é o atual presidente do TRE.
Não é que, como que por coincidência, um dos blogueiros mais importantes da cidade (e silenciosos nessa questão) disse em sua coluna no Jornal de Hoje que trocou umas ideias com Saraiva Sobrinho?  Se você tivesse essa oportunidade - que foi negada ao jornalista Alisson Almeida, que tratou apenas com a assessoria do Tribunal de Justiça -, não perguntaria sobre o fato de a filha do desembargador ter sido acusada de ser funcionária fantasma do Ipem sob direção de Rychardson?  E não perguntaria se seria ético ele ter atuado em uma ação em que Rychardson era advogado, mesmo depois de a filha ter trabalhado lá no Ipem,como eu mostrei aqui?  Não era de esperar que um jornalista tivesse perguntas assim ao desembargador?  Será que foi isso que fez o colega? (clique na imagem para ler melhor)


"Conversei bons minutos com o novo presidente do TRE-RN, desembargador Saraiva Sobrinho, que voltou a compartilhar da tese defendida há anos aqui na coluna: ele é totalmente contra o 'voto obrigatório', uma herança do regime militar".  
Além de tudo, o desembargador e o blogueiro/colunista se equivocaram.  Voto obrigatório não é herança do Regime Militar. O voto obrigatório foi implantado no Brasil com o Código Eleitoral de 1932 e transformado em norma constitucional a partir de 1934.

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