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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Operação Pecado Capital: MP investiga pesquisas pagas por Ipem

Da Tribuna do Norte

As investigações sobre supostas irregularidades no Ipem/RN não pararam com a entrega da denúncia de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha à Justiça. Os promotores continuam averiguando pontos ainda não contemplados na primeira denúncia. Ontem, a Promotoria do Patrimônio Público instaurou inquérito civil para investigar a contratação de duas empresas de pesquisa, a Perfil Pesquisas Técnicas e M2R Pesquisa de Opinião e Mercado, pelo Instituto em 2008. Foram requisitados documentos que comprovem a realização do serviço e marcada uma data para esclarecimentos.
A direção do Ipem/RN terá de enviar a documentação dos processos administrativos que culminaram com a contratação das duas empresas, segundo pedido do MPE. Além disso, os diretores da Perfil e da M2R devem comparecer no dia cinco de outubro à sede da Promotoria do Patrimônio Público  com os documentos que comprovam a efetiva realização do serviço. Para os promotores, o mais importante é conhecer como foram feitas as contratações e se os serviços foram mesmo prestados.

A reportagem da Tribuna do Norte entrou em contato com representantes das duas empresas. A M2R disse que não iria se pronunciar nesse momento sobre a investigação. Já o diretor da Perfil, Fernando Figueiredo, apresentou os documentos que irá remeter ao Ministério Público. De acordo com esses documentos, as pesquisas foram realizadas em fevereiro e abril de 2008 para medir a satisfação e conhecimento dos usuários de Caicó e Mossoró acerca do serviço do Ipem. Nos dois relatórios, foi incluída uma pergunta sobre a administração da então governadora Wilma de Faria.

Fernando Figueiredo contou que o contato para firmar o contrato foi pessoal. "Rychardson veio aqui com mais três assessores e nos pediu uma proposta. Ele queria saber a avaliação dos usuários sobre alguns serviços realizados pelo Ipem em cidades do interior", explica.

A Tribuna do Norte teve acesso aos dois relatórios a serem apresentados ao MPE, segundo Fernando Figueiredo. A amostragem das pesquisas foi de 600 pessoas. Entre as principais perguntas, o conhecimento dos usuários acerca da existência do órgão, além da opinião sobre programas específicos.

De acordo com os dados apresentados pela Perfil, em Caicó  58,17% das pessoas não conheciam o Ipem e 33,33% tinham "ouvido falar". Somente 8,5% dos entrevistados afirmavam conhecer o Instituto de Pesos e Medidas. Já em Mossoró 62,5% dos entrevistados não conheciam o Ipem e 38,5% ouviram falar. Sete por cento dizem conhecer.

Opinião

Entre todas as perguntas relativas aos programas oferecidos pelo Ipem, uma destoava das demais. Na página que identificava o gênero dos entrevistados, a faixa etária e a escolaridade, estava inserida uma pergunta sobre a aprovação da então governadora do RN, Wilma de Faria. A pergunta está formulada dessa forma: "Como o(a) Sr(a) avalia a administração da governadora Wilma de Faria?". Era a única pergunta de cunho político presente nos documentos.

De acordo com Fernando Figueiredo, diretor da Perfil, as perguntas foram definidas pelo próprio Ipem. "O instituto não define o que será avaliado, apenas executa o projeto com o cuidado de formular as perguntas da maneira correta. Os temas a serem  pesquisados é o cliente quem escolhe", explica Figueiredo.

O diretor da Perfil diz estar tranqüilo com a investigação promovida pelo Ministério Público. "É preciso deixar claro que a Perfil não está sob investigação. O que está sendo investigado é um ato administrativo no Ipem. Iremos prestar as informações normalmente, no dia indicado pelos promotores", afirma.

Bate-papo: » MPE Patrimônio Público

Promotores esclarecem investigação

O que deu origem ao inquérito? A mesma investigação em curso sobre a Operação Pecado Capital?

Foi verificado nas ordens bancárias do IPEM, pagamentos para dois institutos de pesquisa, no ano de 2008. É necessário saber o motivo desta contratação e que serviços estas empresas realizaram para o IPEM. É uma nova investigação que surgiu a partir da análise das ordens bancárias enviadas pelo Ipem.

Há indícios de que o Ipem contratou serviços que não foram prestados?

O que existe de concreto são as ordens bancárias. O que se quer investigar é como ocorreu esta contratação e verificar se os serviços foram prestados.

Quais os valores gastos pelo Ipem naquele ano com pesquisas contratadas?

 R$ 10.000,00 para a Perfil e R$ 27.825,00 para a M2R .

As investigações sobre supostas irregularidades no Ipem/RN não pararam com a entrega da denúncia de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha à Justiça. Os promotores continuam averiguando pontos ainda não contemplados na primeira denúncia. Ontem, a Promotoria do Patrimônio Público instaurou inquérito civil para investigar a contratação de duas empresas de pesquisa, a Perfil Pesquisas Técnicas e M2R Pesquisa de Opinião e Mercado, pelo Instituto em 2008. Foram requisitados documentos que comprovem a realização do serviço e marcada uma data para esclarecimentos.

A direção do Ipem/RN terá de enviar a documentação dos processos administrativos que culminaram com a contratação das duas empresas, segundo pedido do MPE. Além disso, os diretores da Perfil e da M2R devem comparecer no dia cinco de outubro à sede da Promotoria do Patrimônio Público  com os documentos que comprovam a efetiva realização do serviço. Para os promotores, o mais importante é conhecer como foram feitas as contratações e se os serviços foram mesmo prestados.

A reportagem da Tribuna do Norte entrou em contato com representantes das duas empresas. A M2R disse que não iria se pronunciar nesse momento sobre a investigação. Já o diretor da Perfil, Fernando Figueiredo, apresentou os documentos que irá remeter ao Ministério Público. De acordo com esses documentos, as pesquisas foram realizadas em fevereiro e abril de 2008 para medir a satisfação e conhecimento dos usuários de Caicó e Mossoró acerca do serviço do Ipem. Nos dois relatórios, foi incluída uma pergunta sobre a administração da então governadora Wilma de Faria.

Fernando Figueiredo contou que o contato para firmar o contrato foi pessoal. "Rychardson veio aqui com mais três assessores e nos pediu uma proposta. Ele queria saber a avaliação dos usuários sobre alguns serviços realizados pelo Ipem em cidades do interior", explica.

A Tribuna do Norte teve acesso aos dois relatórios a serem apresentados ao MPE, segundo Fernando Figueiredo. A amostragem das pesquisas foi de 600 pessoas. Entre as principais perguntas, o conhecimento dos usuários acerca da existência do órgão, além da opinião sobre programas específicos.

De acordo com os dados apresentados pela Perfil, em Caicó  58,17% das pessoas não conheciam o Ipem e 33,33% tinham "ouvido falar". Somente 8,5% dos entrevistados afirmavam conhecer o Instituto de Pesos e Medidas. Já em Mossoró 62,5% dos entrevistados não conheciam o Ipem e 38,5% ouviram falar. Sete por cento dizem conhecer.

Opinião

Entre todas as perguntas relativas aos programas oferecidos pelo Ipem, uma destoava das demais. Na página que identificava o gênero dos entrevistados, a faixa etária e a escolaridade, estava inserida uma pergunta sobre a aprovação da então governadora do RN, Wilma de Faria. A pergunta está formulada dessa forma: "Como o(a) Sr(a) avalia a administração da governadora Wilma de Faria?". Era a única pergunta de cunho político presente nos documentos.

De acordo com Fernando Figueiredo, diretor da Perfil, as perguntas foram definidas pelo próprio Ipem. "O instituto não define o que será avaliado, apenas executa o projeto com o cuidado de formular as perguntas da maneira correta. Os temas a serem  pesquisados é o cliente quem escolhe", explica Figueiredo.

O diretor da Perfil diz estar tranqüilo com a investigação promovida pelo Ministério Público. "É preciso deixar claro que a Perfil não está sob investigação. O que está sendo investigado é um ato administrativo no Ipem. Iremos prestar as informações normalmente, no dia indicado pelos promotores", afirma.

Bate-papo: » MPE Patrimônio Público

Promotores esclarecem investigação

O que deu origem ao inquérito? A mesma investigação em curso sobre a Operação Pecado Capital?

Foi verificado nas ordens bancárias do IPEM, pagamentos para dois institutos de pesquisa, no ano de 2008. É necessário saber o motivo desta contratação e que serviços estas empresas realizaram para o IPEM. É uma nova investigação que surgiu a partir da análise das ordens bancárias enviadas pelo Ipem.

Há indícios de que o Ipem contratou serviços que não foram prestados?

O que existe de concreto são as ordens bancárias. O que se quer investigar é como ocorreu esta contratação e verificar se os serviços foram prestados.

Quais os valores gastos pelo Ipem naquele ano com pesquisas contratadas?

 R$ 10.000,00 para a Perfil e R$ 27.825,00 para a M2R .

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