Do Portal No Minuto
A Operação Pecado Capital, deflagrada hoje pela manhã (12) pelo
Ministério Público e Polícia Militar, resultou em prisões, a
apreensão de mais de R$ 400 mil, uma arma de fogo municiada e diversos
documentos relacionados ao Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande
do Norte (IPEM/RN), além da decretação de sequestro judicial de quatro
empresas suspeitas de serem usadas para a lavagem de dinheiro.
Numa
decisão inédita na Justiça Estadual, o Juiz José Armando Ponte Dias
Júnior decretou o sequestro de quatro empresas e a designação de
administradores judiciais para o Piazzale Mall, É Show Supermercado,
Platinum Automóveis e Casa do Pão de Queijo (localizada no Carrefour).
As investigações apuram se esses estabelecimentos eram usados para
fazer a lavagem do dinheiro desviado do IPEM.
Na Operação foram
presos preventivamente os empresários Rychardson de Macedo Bernardo e
Rhandson Rosário de Macedo Bernardo, além de preso temporariamente o
advogado Daniel Vale Bezerra.
No apartamento de Rychardson foram
apreendidos mais de R$ 200 mil em espécie, e outros R$ 115 mil no
supermercado “´É Show”. Na residência de Daniel Vale, os Promotores de
Justiça apreenderam, ainda, uma arma de fogo, e em diversos locais onde
foram cumpridos os mandados de busca e apreensão foram encontrados
documentos relativos ao IPEM.
Outros dois investigados que
tiveram prisão temporária decretadas continuam foragidos, são eles:
Aécio Aluízio Fernandes de Faria e Adriano Flávio Cardoso Nogueira. Os
Promotores de Justiça destacam diversos motivos que embasaram os
pedidos de prisão, entre eles, a possível interferência na substituição
do Delegado do Patrimônio Público, Matias Laurentino, a manipulação de
testemunhas, o desaparecimento de processos e as informações colhidas
nas interceptações telefônicas.
A Operação Pecado Capital foi
realizada pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público,
com o apoio de mais de 20 Promotores de Justiça e do Grupo de Atuação
Especial de Combate ao Crime do MPRN (GAECO) e faz parte de uma
investigação que apura irregularidades no IPEM referentes a contratação
de funcionários fantasmas, concessão indiscriminada de diárias, fraudes
em licitações, recebimento de propinas oriundas da atividade de (não)
fiscalização e criação de empresas para lavagem de dinheiro, através de
familiares do ex-diretor do IPEM.
Segundo a avaliação preliminar
do Promotores de Justiça que participaram das buscas, o material
colhido nas diligências foi bastante proveitoso para a investigação. Ao
final da investigação, o Ministério Público apresentará a análise das
provas obtidas na operação Pecado Capital.
Comentários
Postar um comentário