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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Hígia: Noventa dias depois de crime, nenhuma solução

A morte de um dos envolvidos na quadrilha desbaratada pela operação Hígia está completando três meses, sem solução aparente.  O esquema na secretaria de saúde era semelhante àquele encontrado recentemente no Ipem - alguns nomes suspeitos até se repetiram.


Da Tribuna do Norte


As investigações referentes a morte do empresário e advogado Anderson Miguel da Silva seguem em segredo de justiça e passados três meses, nenhuma solução ou novidade foi apresentada pelas polícias Federal e Civil. A TRIBUNA conversou com o delegado de polícia Civil da Delegacia de Homicídio (Dehom), Marcus Vinícius Santos, e ele afirmou que não poderia fornecer detalhes sobre o inquérito, mas garantiu que a investigação permanece. O presidente do inquérito pela Federal, Elton Zanata, confirmou pela assessoria de imprensa da instituição, que os trabalhos investigativos continuam, mas também não poderia revelar dado algum.

O assassinato de Anderson Miguel aconteceu no dia 1º de junho deste ano, no escritório dele localizado a avenida Nascimento de Castro, Lagoa Nova, onde foi alvejado por quatro tiros de pistola ponto 40. O advogado foi réu, juntamente com mais 14 pessoas, nas investigações da Operação Hígia, que investigava um suposto esquema de fraudes na Secretaria Estadual de Saúde, durante a gestão de Wilma de Faria. A relação de Anderson com as fraudes teria caminho pela empresa de serviços de limpeza AIG - de propriedade dele -, e onde os contratos seriam expedidos de maneira fraudulenta.

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