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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Operação Hígia: Noventa dias depois de crime, nenhuma solução

A morte de um dos envolvidos na quadrilha desbaratada pela operação Hígia está completando três meses, sem solução aparente.  O esquema na secretaria de saúde era semelhante àquele encontrado recentemente no Ipem - alguns nomes suspeitos até se repetiram.


Da Tribuna do Norte


As investigações referentes a morte do empresário e advogado Anderson Miguel da Silva seguem em segredo de justiça e passados três meses, nenhuma solução ou novidade foi apresentada pelas polícias Federal e Civil. A TRIBUNA conversou com o delegado de polícia Civil da Delegacia de Homicídio (Dehom), Marcus Vinícius Santos, e ele afirmou que não poderia fornecer detalhes sobre o inquérito, mas garantiu que a investigação permanece. O presidente do inquérito pela Federal, Elton Zanata, confirmou pela assessoria de imprensa da instituição, que os trabalhos investigativos continuam, mas também não poderia revelar dado algum.

O assassinato de Anderson Miguel aconteceu no dia 1º de junho deste ano, no escritório dele localizado a avenida Nascimento de Castro, Lagoa Nova, onde foi alvejado por quatro tiros de pistola ponto 40. O advogado foi réu, juntamente com mais 14 pessoas, nas investigações da Operação Hígia, que investigava um suposto esquema de fraudes na Secretaria Estadual de Saúde, durante a gestão de Wilma de Faria. A relação de Anderson com as fraudes teria caminho pela empresa de serviços de limpeza AIG - de propriedade dele -, e onde os contratos seriam expedidos de maneira fraudulenta.

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