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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

ONU deve protelar decisão sobre Palestina

Na Folha de São Paulo


As intenções palestinas de conseguir que a sua soberania seja discutida pelo Conselho de Segurança da ONU devem levar bastante tempo até serem concretizadas.
Segundo um diplomata de um dos países que têm poder de veto no organismo da ONU, a pretensão é que o assunto seja levado de forma lenta dentro do CS, sem, no entanto, dizer quando poderia ocorrer a votação.
O motivo, explica, é que é preciso esperar a situação se acalmar para as negociações avançarem.
Ainda de acordo com o diplomata, o fato de o Líbano (que apoia o plano palestino) estar na presidência do Conselho de Segurança neste mês não altera a procrastinação da votação, porque os países buscam um consenso para as decisões no organismo.
Os EUA e alguns países europeus ainda buscam negociar para que a Palestina não apresente na sexta-feira o pedido para que os territórios se tornem membro pleno das Nações Unidas.
O argumento americano é de que a paz só pode ser alcançada pela negociação, não por atos unilaterais.
Nos corredores da ONU, onde ocorre a Assembleia Geral, havia ontem um lobby da comunidade judaico-americana junto à imprensa e representantes de países buscando apoio para Israel.
Em declarações citadas ontem pela imprensa palestina, o presidente Mahmoud Abbas reclamou da "forte pressão" imposta pelos adversários do projeto de criação do Estado palestino dentro das fronteiras anteriores à ocupação israelense de 1967.
Mas, logo após desembarcar em Nova York ontem, Abbas reiterou, em encontro com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que mantém pretensões de buscar o reconhecimento por um Estado palestino, apesar de os EUA terem deixado claro que usarão seu poder de veto contra a proposta.
Uma alternativa que não passa pelo CS é a Assembleia Geral aprovar a Palestina como Estado observador, o que não lhe dá voto no organismo, mas permite participar de órgãos como a Unicef.

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