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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#NatalemChamas: Repressão e inteligência contra a estrutura criminosa

A madrugada vai começar, os ônibus estão sendo recolhidos, mas nada ainda está muito definido em Natal.

Fala-se em bares sofrendo arrastão, novos ataques a ônibus em vários pontos da cidade.  Ninguém sabe direito como será a madrugada.  A tensão está no ar.

Repressão é necessária, mas também muita inteligência e articulação dos poderes.  Não adianta repetir os erros de São Paulo em 2006: matam-se centenas, não se enfrenta o cerne da organização criminosa - que não está tocando fogo em ônibus -, que permanece incólume, operando nos presídios, nos bancos, nos órgãos públicos.


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