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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#NatalemChamas: Fogo teve início em apartamento de engenheiros


Do Portal No Minuto

Desespero e correria. A larga Rua Ângelo Varela, no bairro do Tirol, ficou pequena para a mobilização do Corpo de Bombeiros. O incêndio que atingiu um prédio residencial na Rua Almeida Castro, nas adjacências da via, foi controlado pelo Corpo de Bombeiros no início da noite desta sexta-feira (16).

Além do Corpo de Bombeiros, equipes da Samu, Polícia Militar e Polícia Civil auxiliaram no atendimento às vítimas. Um bombeiro teve ferimentos nas mãos, mas foi socorrido e encaminhado ao Hospital Walfredo Gurgel. Nenhum morador do prédio se feriu no acidente. Uma senhora de uma casa vizinha teve de ser retirada de sua residência, pois se recusou a sair.


O incêndio teve início no 11º andar do Edifício Alto do Tirol, que tem 16 andares e uma cobertura. Segundo a moradora do primeiro andar, a aposentada Maria José Carvalho Serpa, a família de sua irmã reside no 10°. Maria disse ter escutado um estrondo por volta das 16h40. Logo em seguida o sobrinho da aposentada, Marcos Praxedes, bateu na porta dela. “Ele disse “tia, desce que tá acontecendo um incêndio no prédio”, narrou.
De acordo com o cunhado de Maria, Djalma Praxedes, seu filho Marcos teria tentado conter as labaredas com a mangueira do sistema de emergência do prédio, porém desistiu pelo avanço do fogo.

As equipes da Semob bloquearam o acesso da Ângelo Varela e da Almeida Castro. Por volta das 18h40, a energia elétrica da área próxima foi cortada como medida de segurança.

Moradores informaram que o incêndio começou em torno das 16h30. A estratégia inicial dos bombeiros foi utilizada jatos d’água do andar inferior ao fogo em direção ao apartamento afetado. O barulho das janelas sendo quebradas pelos trabalhadores podia ser escutado pelas redondezas.
Foto: Elpídio Júnior


Em torno de 17h30, um caminhão com escada acoplada foi mobilizada para a ação. Mesmo com a escada em sua altura máxima, os bombeiros não conseguiram ficar na mesma altitude do andar em chamas. Segundo o Sargento Mariano, comandante da ação dos bombeiros, o sistema de combate ao incêndio do prédio era falho. Havia poucos hidrantes e o reservatório de água estava vazio. “Isso fez com que o fogo se alastrasse ainda mais”, disse.

A falha técnica atrapalhou o trabalho do Corpo de Bombeiros e foi preciso utilizar a água disponível no hidrante da rua para conter o incêndio. Somente às 19h30min foi possível conter o fogo.

Moradores

O apartamento 1001 no Edifício Alto do Tirol é a moradia do casal Erickson e Bethânia. Ambos engenheiros, eles foram responsáveis pelo projeto de engenharia do prédio. O casal mora com o filho pequeno e duas empregadas.

Segundo o pai de Erickson, o casal encontrou filho e babá no parque do edifício e os quatros subiram para o apartamento. Lá constataram que um quarto já havia sido tomado pelo fogo. A família convocou os outros moradores e chamaram o Corpod e Bombeiros. Ainda de acordo com o pai do engenheiro, o prédio tem seguro e tinha estrutura de emergência adequada.

Outro morador, também engenheiro, informou à reportagem que a ação dos bombeiros não foi competente. O engenheiro, que não quis se identificar, disse que os trabalhadores estavam despreparados para conter o fogo.

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