Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

@maureliomello: Juntando os "Cacos" 2



Se Caco Barcellos é alguém que não aceita mordaças, quem teria autorizado sua participação no programa Em Pauta, da Globonews e com que objetivo? Tenho para mim que houve não uma estratégia orquestrada da emissora, ela foi pega de guarda baixa, digamos assim.Toda pauta de programa na Globo é submetida a um superior que, na dúvida, consulta a direção. Portanto, todos sabiam que Caco estaria ali para dizer o que pensa. Acho que o que ninguém esperava é que a polêmica fosse se dar em torno de princípios jornalísticos, e não sobre o tema da pauta: a marcha contra a corrupção.


Eles só não contavam com a astúcia de Eduardo Guimarães, que assistiu ao programa, procurou no site e, ao ver que tinha sido cortado, pôs a boca no trombone. Mais um ponto para a internet que tem vigiado a mídia como ninguém.


Para Luis Nassif"a reação de Caco Barcelos nada teve de política ou ideológica. Ao denunciar esse jornalismo declaratório, simplesmente fazia uma defesa do jornalismo que aprendeu a praticar, de respeito aos fatos, de apuração das denúncias, de cautela nas acusações."


Nesse sentido, ganharam o Caco, que volta aos holofotes no papel que sempre esteve e perde a emissora, que ao suprimir o trecho polêmico do programa na internet impede que outras pessoas - ao assistirem na íntegra - possam fazer seus próprios juízos sobre o que aconteceu ao vivo.


A considerar os princípios recém divulgados, fica mais um exemplo de mau jornalismo, de parcialidade e de manipulação de conteúdo, tudo o que eles não querem que seja difundido nos dias de hoje.


Devo voltar ao tema para contar em que circunstâncias conheci Caco e tudo o que aconteceu com ele e com outros na emissora, a partir de 2002. Mas preciso de tempo, que anda bastante escasso nos últimos meses.

Comentários

Postagens mais visitadas