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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Massacre no Iêmen: Imprensa fala em ao menos 26 mortos

Da Folha de São Paulo


Pelo menos 26 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas ontem em Sanaa, capital do Iêmen, por conta da violenta repressão de forças do governo a opositores.
As mortes ocorreram durante manifestações contra o ditador Ali Abdullah Saleh nas ruas da capital. Estimativas apontam que havia mais de 100 mil pessoas nas ruas.
Os militares usaram armas pesadas [como lança-foguetes] contra os manifestantes [mirando em suas cabeças], que haviam se reunido para uma marcha pacífica, de acordo com o "New York Times". Foi a repressão mais severa do governo do Iêmen a opositores em meses.
Nos últimos dias, a tensão entre os rebeldes e os militares que ainda apoiam o governo vinha aumentando.
O protesto passou por prédios de órgãos do governo e da televisão estatal. A repressão começou em local próximo ao palácio presidencial.
Uma batalha campal se instalou nas ruas, enquanto atiradores alvejavam a multidão do topo de construções. As forças do governo chegaram a usar metralhadoras.

Transição
Desde o começo de junho, o ditador Saleh está na Arábia Saudita, onde se recupera de lesões sofridas durante um ataque de opositores.
Os protestos contra seu governo já duram oito meses. Recentemente, Saleh delegou a seu vice a tarefa de coordenar uma transição no poder. Opositores acreditam que a intenção dele com a medida é ganhar tempo.

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