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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Manifestantes fecham IFRN nos seus 102 anos

Do Portal No Minuto

Cerca de 70 pessoas estão neste momento bloqueando as entradas no Campus Central do Instituto Federal de Educação Ciência e tecnologia (IFRN), eles fazem parte da greve dos professores e técnicos da instituição. Nesta sexta-feira (23), o IFRN comemora seus 102 anos.

Segundo o coordenador geral do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe/Natal), Glácio Menezes, a movimentação foi escolhida para esta data exatamente para celebrar o aniversário do Instituto. “Trancamos todos os portões e pretendemos passar o turno da manhã celebrando essa data”, conta.


Apesar do bloqueio aos portões, o acesso a pé está sendo liberado. “Não queremos que as pessoas deixem de freqüentar a escola, apenas [queremos] chamar atenção para nossa causa. Então, quem passa por aqui é convidado a participar”, explica Glácio.

À tarde, por volta das 17 horas, os grevistas prometem engrossar o movimento com os alunos e fazer uma aula na frente do campus Central do IFRN, bloqueando uma das vias da Av. Hermes da Fonseca.

Sobre o apoio recentemente anunciado pelos alunos ao movimento, Glácio Menezes entendeu como natural. “Nosso movimento não reivindica apenas questões salariais, mas também a qualidade na expansão. Algumas disciplinas em campis do interior têm aulas práticas durante as visitas às empresas, porque os laboratórios não estão equipados”, relata.




No início da manhã, quando os grevistas ainda se instalavam para bloquear o acesso pelos portões, o coordenador de segurança do campus Natal Central tentou remover o bloqueio, mas recebeu a resistência dos professores e técnicos. “Isso é apenas um simbolismo, nós estamos em uma luta contra o Governo e não contra outros servidores”, reforça.
 

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