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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Mandante do assassinato de Dorothy Stang tem prisão decretada

Da Carta Capital


O fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, teve o pedido de anulação do julgamento pela morte da missionária Dorothy Stang, em 2005, negado pelo Tribunal de Justiça do Pará nesta terça-feira 6. Ele foi condenado a 30 anos de prisão em abril de 2010 por ser considerado um dos mandantes do crime, mas tentava a invalidação da sentença.

Galvão, o único dos cinco acusados pelo assassinato da freira americana naturalizada brasileira ainda solto, teve também a prisão preventiva decretada pelo tribunal. Há a possibilidade de recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas Taradão deve aguardar o julgamento na prisão.

Rayfran das Neves, o Fogoió, e Amair Feijoli, o Tato, foram sentenciados a 27 anos de cárcere pela participação na morte da religiosa. Clodoaldo Batista, o Eduardo, recebeu 17 anos de sentença e Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, 30 anos.

O caso

Dorothy Stang foi assassinada com seis tiros em uma estrada da cidade de Anapu, no Pará, em 2005. A irmã liderava na região, que possui intenso conflito agrário, o Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança e teria denunciado a intenção de Galvão e Vitalmiro Bastos de Moura em adquirir de forma ilegal um lote de assentamento.

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