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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Mandante do assassinato de Dorothy Stang tem prisão decretada

Da Carta Capital


O fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, teve o pedido de anulação do julgamento pela morte da missionária Dorothy Stang, em 2005, negado pelo Tribunal de Justiça do Pará nesta terça-feira 6. Ele foi condenado a 30 anos de prisão em abril de 2010 por ser considerado um dos mandantes do crime, mas tentava a invalidação da sentença.

Galvão, o único dos cinco acusados pelo assassinato da freira americana naturalizada brasileira ainda solto, teve também a prisão preventiva decretada pelo tribunal. Há a possibilidade de recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas Taradão deve aguardar o julgamento na prisão.

Rayfran das Neves, o Fogoió, e Amair Feijoli, o Tato, foram sentenciados a 27 anos de cárcere pela participação na morte da religiosa. Clodoaldo Batista, o Eduardo, recebeu 17 anos de sentença e Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, 30 anos.

O caso

Dorothy Stang foi assassinada com seis tiros em uma estrada da cidade de Anapu, no Pará, em 2005. A irmã liderava na região, que possui intenso conflito agrário, o Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança e teria denunciado a intenção de Galvão e Vitalmiro Bastos de Moura em adquirir de forma ilegal um lote de assentamento.

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