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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Lula recebe título e dá autógrafos nos cartazes de manifestantes

Os estudantes do DCE da UFBA, que protestaram em favor da causa dos 10% do PIB para a educação, ao que consta, não vairam Lula.  Chegaram, inclusive, a lhe pedir autógrafos.  É o que diz o texto do jornal cearense, O Povo, apesar de o título insinuar algo diferente ("Sob protestos, Lula é homenageado").  Nenhuma reportagem de nenhum outro jornal diz algo diferente:


Foi sob protestos de um grupo de cerca de 100 estudantes ligados ao Diretório Central da Universidade Federal da Bahia (UFBA) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no início da tarde de ontem, o título de doutor honoris causa da instituição. Essa foi a sexta condecoração do gênero recebida pelo ex-presidente desde o início do ano - as outras foram concedidas pelas Universidades de Coimbra, em Portugal, Federal de Viçosa (UFV), de Pernambuco (UPE), Federal de Pernambuco (Ufpe) e Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). A da UFBA, porém, foi a primeira a ser aprovada, 30 de outubro de 2002, apenas três dias após sua eleição para o primeiro mandato.

Lula optou por receber títulos como este apenas após deixar o cargo. “Não achava correto utilizar o mandato de presidente para receber título”, justificou. Durante a solenidade, o grupo de estudantes chegou ao prédio da reitoria da instituição para cobrar, entre outras melhorias, o aumento para 10% do Produto Interno Bruto (PIB) o montante a ser obrigatoriamente investido em educação no País.

Discurso

Como não havia espaço no salão onde ocorria o evento, os estudantes tiveram de ficar do lado de fora - de onde gritaram palavras de ordem até que o discurso do ex-presidente, que durou 30 minutos, fosse concluído. Depois, os manifestantes conseguiram entrar no salão, onde acompanharam o fim das homenagens a Lula e voltaram a gritar palavras de ordem - enquanto pegavam autógrafos do ex-presidente nos próprios cartazes nos quais estavam escritas as reivindicações.

“Essa é uma reivindicação nova”, disse Lula. “Até outro dia, os estudantes falavam em 7% (do PIB) - o que foi colocado no plano de governo da presidente Dilma (Rousseff) até 2014. Eu até brinquei, dia desses, que se fizessem essa reivindicação antes, enquanto eu era presidente, talvez a gente tivesse atendido.”

Para Lula, é natural que o montante do PIB destinado à educação cresça gradualmente. “Eu acho que é uma reivindicação correta, é só discutir, de forma madura, para ver se há viabilidade”, avaliou.

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