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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Israel endurecerá contra direitos humanos, se estado palestino for aprovado

Da Folha de São Paulo



Majdi Mohammed/Associated Press
Manifestante palestino joga pedra emtorre de controle militar 
israelense, em protesto pelo Estado palestino na ONU 


Israel prepara um pacote de leis de emergência que podem ser aplicadas para conter manifestações se for aprovado o reconhecimento da Palestina como Estado membro das Nações Unidas.
O pedido será apresentado pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, sexta-feira, na Assembleia Geral da ONU.
O plano de Israel, elaborado pelo ministério da Segurança Pública e divulgado ontem pelo jornal israelense "Haaretz", aumenta de três para nove horas o tempo máximo de detenção de suspeitos e duplica para 48 horas o prazo que a polícia tem para apresentar os detidos ao juiz.
O conselheiro da Associação de Direitos Civis de Israel, Dan Yakir, considerou a medida "um exemplo real do potencial de ferir seriamente os direitos".
Negociadores do Quarteto do Oriente Médio -União Europeia, Estados Unidos, Rússia e ONU- se reuniram ontem em Nova York, em uma última tentativa de convencer Abbas a desistir do plano.

Encontro
Também se reuniram ontem Salam Fayyad, premiê palestino, e Ehud Barak, ministro da Defesa israelense.
Segundo diplomatas que não quiseram se identificar, a conversa foi breve e abordou a disputa na ONU.
Ontem, o embaixador palestino na Alemanha, Salah Abdelshafi, disse que a iniciativa pode ser revertida. "Estaremos dispostos a abrir mão do pedido ao Conselho de Segurança se, em troca, os países europeus nos apoiarem na Assembleia Geral."
O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu desacreditou a iniciativa. "Estou convencido de que, como resultado da ação dos EUA em estreita colaboração com outros governos, a tentativa fracassará", disse em reunião do conselho de ministros antes de partir para Nova York.
Os EUA já anunciaram o veto na votação do pedido no Conselho de Segurança.
Ontem, o primeiro-ministro do Hamas, que faz oposição a Abbas, Ismail Haniyeh, declarou que só concordará com a iniciativa se não houver concessões territoriais, se Israel não for reconhecido como Estado e se os acordos com o país forem desfeitos.

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