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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Iêmen: Em novo massacre, 53 são mortos

Da Folha de São Paulo


Criança atingida em carro com a mãe não sobreviveu
As forças de segurança do Iêmen entraram novamente em confronto com rebeldes da oposição ontem, aumentando o número de mortos de 26 no domingo para 53.
O conflito, semelhante ao observado na véspera, ocorreu no centro da cidade de Sanaa, capital do país, quando forças de segurança e a Guarda Republicana, dirigida por Ahmed Saleh, filho do presidente Ali Abdullah Saleh, tentavam dispersar os manifestantes que se encaminhavam ao palácio presidencial.
O tiroteio começou quando um grupo de militares partidários da oposição, e seguidores do general desertor Ali Mohsen Al Ahmar, entraram em combate com as tropas leais ao regime.
O uso de artilharia tem se intensificado nos confrontos, o que pôde ser observado no emprego do arsenal da Guarda Republicana contra os militares da oposição - que responderam com mísseis.
Os rebeldes ainda acusaram o regime de ter colocado franco-atiradores no topo de edifícios. Muitas das vítimas foram atingidas com tiros na cabeça, incluindo um bebê, segundo fontes médicas.
Em Taiz, segunda principal cidade do Iêmen, quatro pessoas morreram em outros confrontos. A onda de violência coincidiu com a chegada do enviado especial da ONU, Jamal Omar, para tentar mediar a crise.

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