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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#HomofobiaNao: Jean Wyllys é ameaçado no Orkut

Da Carta Capital

O deputado federal e colunista de CartaCapital Jean Wyllys (PSOL-RJ) está sendo ameaçado de morte por uma comunidade na rede social Orkut. A comunidade, que existe desde o dia 8, tem 20 membros e está relacionada com outras como a “Contra Feminismo” e “Movimento Masculinista”.Vencedor do reality show BigBrother, Jean Wyllys foi eleito ano passado a deputado federal, é integrante da frente parlamentar em defesa dos direitos LGBT e apoia o PL122, que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Assunto ao qual a comunidade faz referência por meio de texto e afirma que “esse viado deve ser morto, levar umas porradas, ser torturado, desejo a morte de todos os gays e lésbicas, devem ser estupradas e mortas. Vamos debater aqui a forma de matar esse filho da p… do Jean”.

De acordo com reportagem do Estadão.com o deputado entrou em contato com o Google, pedindo a retirada da comunidade do ar, mas a empresa afirmou a Wyllys que “a página não contrariava as políticas do grupo e por isso eles não poderiam tirar a página do ar”.

Wyllys afirmou que é a favor da liberdade de expressão na internet e que ela deve ser garantida, mas que é preciso pensar em “instrumentos legais que possam impedir que as pessoas usem o anonimato para crime”.

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