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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#HomofobiaNao: Homem foi espancado e morreu dias depois no Maranhão

Para gente como o pastor Flávio Ataliba, da Igreja Presbiteriana Memorial, em Natal, que acha que não existe homofobia no Brasil, segue a informação de que morreu na segunda-feira passada (5), em um hospital de São Luís (MA),  Antonio Magno Gama, de 36 anos. Antonio foi mais uma vítima da violência provocada pela homofobia a morrer no país.
Ele foi transferido para a capital do Maranhão com uma perfuração no baço, após ter sido violentamente agredido por cinco jovens no município de Zé Doca, no último dia 28 de agosto.  Antonio Magno teve um cabo de vassoura introduzido no ânus, além de ter sido espancado. 

Um dos suspeitos foi identificado como Danilo Sampaio de Oliveira, de 18 anos, que está foragido. Danilo de Oliveira, segundo a vítima, foi a pessoa que teria introduzido o cabo de vassoura.

Segundo a polícia, a vítima que é homossexual e filho de um empresário da cidade, havia saído para beber com Danilo e outros quatro jovens todos de famílias de classe média do município. Eles resolveram sair do bar onde estavam e depois o Antonio Magno foi localizado e levado para o hospital da cidade, sendo transferido em seguida. 

A prisão do suspeito já foi pedida pela polícia.

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