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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Governo não garante integridade de conselheiro ameaçado

Por Cezar Alves
No Blog Retrato do Oeste

A prova maior do descaso do Governo do Estado com Mossoró pode ser observada com as ameaças de morte concretas que recebeu o conselheiro Tutelar Flávio Roberto.

Flávio recebeu uma carta domingo passado escrita com recortes de jornal, avisando que ele seria executado. O conselheiro está em estado de choque.
Flávio chegou a acreditar que se tratava de uma brincadeira de extremo mal gosto para assustá-lo. Teriam conseguido, porém a ameaça é real.

No meio desta semana, dois homens numa moto botaram uma arma na cabeça de um conselheiro, mas quando perceberam que não era o Flávio, recuaram na execução.

O fato foi comunicado ao Ministério Público Estadual, Polícia Civil, Militar, a Justiça, a Prefeita Fafá Rosado e até a governadora Rosalba Ciarlini. Nada foi feito.

É o caso claro que requer do Ministério Público e a Justiça uma ação rápida em defesa da vida, de uma pessoa que está trabalhando dia e noite em defesa da sociedade.

Deixá-lo sem socorro é covardia, covardia parecida com o que estão fazendo com Mossoró, quando não investem em Polícia Civil para acabar com a matança (150 só este ano).

Hoje conversei com Flávio Roberto. Estava em pânico. Seus familiares também. Avisou que iria renunciar ao cargo de conselheiro e iria embora de Mossoró.

Fiquei sem palavras!

Faço das palavras da promotora Ana Ximenes as minhas: "Rosalba deveria se envergonha com o que está fazendo com Mossoró, especialmente em se tratando de segurança e saúde pública.

Não se pode brincar com a vida alheia como a governadora está brincando.

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