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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaMicarla: Protásio, réu da Operação Impacto, reclama de faixa


Quem assistiu à sessão da Câmara Municipal de Natal (CMN), desta terça-feira (6), deve ter ficado confuso ao ver os vereadores Júlio Protásio (PSB) e Fernando Lucena (PT), cujas legendas são aliadas em Natal e no Rio Grande do Norte, acusarem um o partido do outro. Enquanto o peessebista mencionou o escândalo do “mensalão” durante o governo do ex-presidente Lula, o petista rebateu lembrando o esquema da “Operação Impacto” no legislativo municipal.

Protásio, em pronunciamento da tribuna da CMN, reclamou da faixa estendida ontem pelos manifestantes do movimento #foramicarla pedindo a saída da CEI dos Contratos dos vereadores que são réus na “Operação Impacto”, processo que investiga o suposto pagamento de propina a parlamentares durante votação do Plano Diretor de Natal em 2007, em fase de investigação na 4ª Vara da Fazenda Pública.
 “O importante é desnudar a intenção daquela faixa. Para ser coerente, [a faixa] deveria ser aberta da seguinte forma: ‘Queremos justiça na Operação Impacto e no mensalão do PT’. Isso, sim, seria coerência. Não adianta a Democracia Socialista (DS) do PT vir pra (sic) cá pedir justiça só para a Operação Impacto. A sociedade quer justiça para todo mundo”, protestou.

O “mensalão” do PT, citado pelo vereador, se refere ao escândalo do suposto pagamento de “mesada” a políticos da base aliada no Congresso Nacional, denunciado em 2005, para aprovação de projetos de interesse do governo federal. O processo tramita no STF (Supremo Tribunal Federal) e tem entre seus réus nomes como o ex-deputado federal petista cassado José Dirceu.

Júlio Protásio alfinetou o petista ao lembrar que José Dirceu foi aplaudido de pé durante o 4º Congresso Nacional do PT, realizado no final de semana passado em Brasília. “A sociedade quer justiça também para José Dirceu, que foi aplaudido de pé pelos petistas em Brasília”, provocou.

Em seguida, foi a vez de Fernando Lucena ir à tribuna para defender seu partido e acusar o de Protásio. Para surpresa de todos, o petista, além de não negar a existência do “mensalão”, afirmou que havia esquema semelhante na Câmara Municipal de Natal.

“Teve mensalão e continua tendo. O PMDB está lá [na base do governo da presidenta Dilma Rousseff] por mensalão. Aqui na Câmara Municipal também tem mensalão. Ou vocês acham que os vereadores apoiam [a prefeita] Micarla de Sousa de graça?”, bradou o vereador, provocado um silêncio constrangedor no plenário diante de tão enfática defesa do fisiologismo político.

Presidente do diretório natalense do PT, Lucena afirmou que seu partido é “coerente” e, mesmo admitindo a existência do “mensalão”, disse que a legenda, ao contrário das demais, não se norteia pelo “fisiologismo”.

Lucena lembrou, ainda, o escândalo do “foliaduto”, o suposto esquema que teria desviado R$ 2,2 milhões da Fundação José Augusto na segunda gestão da ex-governadora Wilma de Faria (PSB) através da contratação fictícia de bandas e artistas, por meio de aprovação de créditos suplementares.

“Nós do PT temos que cobrar o PSB, porque a conta é muito grande. Isso é porque o PSB é nosso aliado. Imagine se fosse inimigo. O PT está mudando o país e combatendo as oligarquias. Nosso partido é diferente e causa inveja nesses outros partidos fisiológicos”, acusou.

Fernando Lucena também mencionou a “Operação Impacto”, da qual Júlio Protásio é um dos 14 réus, juntamente com o vereador Adenúbio Melo (PSB), que também é membro da CEI dos Contratos. “A Operação Impacto envergonha essa Casa”, completou.

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