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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaMicarla e o relógio da Copa

A mil dias da Copa do Mundo de 2014, a prefeita está convidando para a inauguração do relógio que marcará a contagem regressiva.
A Copa, sabemos, é um evento importante.  E estamos vendo, também, que está abrindo as portas cada vez mais às possibilidades de corrupção.  Além disso, o risco de ficarmos sem obras que beneficiem a cidade é real.
Mas o relógio pode ser usado para um outro fim.  Convido aos meus poucos leitores que nos mobilizemos para celebrarmos o dia em que estiver marcado no relógio 528 dias.  A 528 dias da Copa, Natal estará em festa: Micarla estará saindo da prefeitura.

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