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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaMicarla: Dois pesos e duas prefeituras


Por Ilana Félix
Do Blog Pupurri

Passei alguns dias matutando sobre o fechamento dos botecos do Beco da Lama devido à falta de licenças e alvarás de funcionamento, pois, apesar de defender o patrimônio cultural que é aquele reduto, sou a favor da LEGALIDADE.

Hoje, senti mais um baque, porque também fecharam o meu querido Buraco da Catita pelos mesmos motivos...

Mas engraçado, sou vizinha (infelizmente) de um mega estabelecimento de recepções. Os eventos organizados para mais de mil pessoas, no local, demandam que dezenas de caminhões de flores, móveis, iluminação, sonorização, geradores de energia, etc etc etc etc transformem a rua que eu moro, e preciso transitar diariamente, num INFERNO. Sem falar quando o tal estabelecimento se acha dono da rua e resolve: fechar a via com seus belos cones e seguranças de paletós pretos; instituir mão inglesa, mudando o sentido correto do trânsito; montar uma baia de manobras no espaço público.

Enfim, esse estabelecimento funciona há mais de 7 anos sem licença ambiental, que deveria ter pelo impacto que provoca. MAS A PREFEITURA NÃO FECHA O VERSAILLES. Por que será? Ao que me parece a Prefeitura que fiscaliza o Versailles é uma, a Prefeitura do Beco da Lama é outra.










Estou no meu carro, na mão certa, com uma fila de carros à minha frente, vindo na contramão na baia de manobrista do Versailles





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