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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaMicarla: Da série “tolices do passado”: Micarla se transformará na terceira força política do RN


Por Daniel Menezes
Na Carta Potiguar


Quando a borboleta foi eleita e em tom de muito oba-oba, os micarlistas, empolgados com a vitória, mas sem sequer terem iniciado a gestão da cidade, apontaram Micarla de Sousa como uma política habilitada para se tornar a terceira força do RN, apenas atrás dos dois grupos tradicionais do estado – Alves e Maia.

Segundo esta lógica argumentativa, Micarla iria fazer duas ótimas gestões, lucrar politicamente com a copa em nossa cidade e, em 2014, seria uma forte candidata para o governo do RN. Chegaram a dizer até que ela seria a principal liderança do PV no Brasil.

Em resumo, antes de iniciar a sua gestão, reelegeram-na e ainda já a colocavam como forte postulante para 2014. Governadora, a esfera federal seria o próximo passo. A comparação com o percurso traçado por Wilma, diante de uma teleologia tão positiva, apesar de extremamente complicada, por desrespeitar as especifidades de cada uma, foi inevitável.

Este otimismo se mostrou extremamente pernicioso. Micarla, primeiro, acreditou que poderia governar sozinha, sem o apoio das forças tradicionais do RN, coisa que Wilma, apesar de fortes disputas em momentos distintos com os Alves ou com os Maia, nunca foi louca de fazer.

Segundo, pensou que era só sentar na cadeira que tudo se resolveria. Desdenhou das complexidades da administração e da política.

Se, as vezes, até os analistas mais astutos são engolidos pela imprevisibilidade do desenvolvimento das disputas, imaginem os bobinhos com seus teses ingênuas.

Nada como o desenrolar dos acontecimentos para mostrar quanta tolice foi dita em 2009.

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