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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaMicarla: Contratos de maior valor iam para a PGM, diz Adriana Trindade

Do Portal No Minuto

A ex-coordenadora de Administração e Finanças da Secretaria Municipal de Educação, Adriana Trindade, enviou nota ao Portal Nominuto.com, afirmando que o contrato de locação do Novotel Ladeira do Sol, assim como os demais convênios “de vulto maior”, “eram encaminhados para a Procuradoria Geral do Município (PGM), para sua análise e avaliação e ainda para quaisquer alterações que porventura viessem a ter”.

Adriana é uma das pessoas citadas na ação civil pública ajuizada ontem pelo Ministério Público do Estado (MPE) contra a Prefeitura de Natal. Além dela, são citados ainda a prefeita Micarla de Sousa (PV), o procurador-geral do Município Bruno Macedo, a ex-secretária municipal de Saúde Ana Tânia Sampaio, o proprietário do imóvel Haroldo Azevedo e seu funcionário Carlos Frederico de Carvalho Bastos.

Em trecho da nota, Adriana Trindade ressalta que “o contrato [com o Novotel] só foi assinado mediante todos os trâmites legais do processo e dos procedimentos do Chamamento Público”.

“Todas as adequações solicitadas pelo Ministério Público do RN foram encaminhadas para execução, de acordo com visita do representante do mesmo. Quanto ao pagamento do aluguel, só passou a ser efetuado depois dos serviços executados pela empresa do Novotel”, completa.

De acordo com o MP, foi constatado que “os processos de chamamento público para locação de imóveis para a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Secretaria Municipal de Educação (SME) foram direcionados para beneficiar a empresa A. Azevedo Hotéis e Turismo Ltda.” A peça é assinada pelos promotores Emanuel Dhayan Bezerra de Almeida, Eudo Rodrigues Leite, Afonso de Ligório Bezerra Júnior e Clayton Barreto de Oliveira.

O MP pede, na ação, a anulação do contrato entre a Prefeitura e o Novotel. Os promotores querem, ainda, a indisponibilidade dos bens dos acusados.

Adriana Trindade diz, ainda, em outro trecho da nota, que “A Coordenadoria de Administração e Finanças e toda a nossa equipe agiu respaldada, portanto, pelo suporte jurídico da PGM”.

Leia a seguir a íntegra da nota:

NOTA de ESCLARECIMENTO

Comunico que durante o período em que exerci minhas funções à frente da Coordenadoria Administrativa e de Finanças da Secretaria Municipal de Educação (SME), desempenhei com muita lisura e responsabilidade as atribuições inerentes ao cargo.

Todos os contratos de vulto maior eram encaminhados para a Procuradoria Geral do Município (PGM), para sua análise e avaliação e ainda para quaisquer alterações que porventura viessem a ter. No caso do Novotel também não foi diferente, seguimos os procedimentos indicados pela PGM.

Assim, o contrato só foi assinado mediante todos os trâmites legais do processo e dos procedimentos do Chamamento Público. Todas as adequações solicitadas pelo Ministério Público do RN foram encaminhadas para execução, de acordo com visita do representante do mesmo. Quanto ao pagamento do aluguel, só passou a ser efetuado depois dos serviços executados pela empresa do Novotel.

A Coordenadoria de Administração e Finanças e toda a nossa equipe agiu respaldada, portanto, pelo suporte jurídico da PGM. Durante minha permanência na pasta, agi com o mesmo zelo e respeito pelo serviço público de todos os cargos exercidos anteriormente por mim, onde sempre imprimi muita ética, honestidade, respeito e dignidade. Minha vida pública sempre foi transparente e avessa a qualquer tipo de procedimento ilegal, por essa razão e por ter sido citada pela imprensa, me coloco à disposição da justiça para responder a qualquer informação pertinente ao pleito.

Adriana Trindade

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