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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaMicarla: As portas abertas à corrupção

A prefeitura, que vive alardeando a falta de recursos, vai contratar uma consultoria por R$ 1 milhão.  O objetivo é elaboração de um edital para a licitação do transporte coletivo em Natal.
Será que é maluquice da minha cabeça a impressão de que, além do valor ser um absurdo, um contrato assim escancara as portas à corrupção?  Ou melhor, faz parecer que se tenta esconder um processo corrompido?
A gestão Micarla de Sousa (PV) está entregando na mão da iniciativa privada a elaboração de um edital a ser executado pelo município.  Se a gente sabe que a elaboração de editais por entes públicos sofre com lobbies e pressões nem sempre lícitas sobre os servidores - que sirva de exemplo o edital que contratou o Novotel e que foi feito de tal maneira que somente o Novotel poderia ser contratado -, imagine quando a prefeitura paga um terceiro para elaborar esse edital.
A empresa que vencer a tomada de preços vai ter quatro meses para elaborar os estudos técnicos e entregar o texto do edital.  Não seria surpresa se o texto resultante servir apenas para que as mesmas empresas que exploram os serviços e linhas de ônibus atualmente permaneçam intocáveis em seu oligopólio e que, a consultoria a ser contratada possa faturar outro milhão das mãos do Seturn para fazer o edital a seu bel-prazer.
Não posso afirmar que é isso que vai acontecer, mas quando o poder público abre mão da elaboração de um edital (isso por si já é um absurdo), ele abre as portas para um esquema de corrupção ainda mais aberto e franco, em prejuízo da cidade, se estabeleça.
Espero que a organização da sociedade civil e a Câmara Municipal (através da CEI dos Contratos), além de Ministério Público, Judiciário e nossa polícia possa impedir tão arriscado processo contra os cofres públicos do município - que Micarla vive dizendo estarem vazios.

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