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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

EUA querem evitar votação sobre estado palestino na ONU

Do UOL

O governo dos Estados Unidos iniciou uma campanha diplomática de último hora para persuadir os palestinos a abandonarem sua busca pelo reconhecimento como Estado na ONU (Organização das Nações Unidas), segundo informações publicadas pelo jornal "The New York Times".

O governo Obama fez circular no meio diplomático uma proposta para novas negociações de paz entre israelenses e palestinos, com o intuito de persuadir o presidente palestino, Mahmoud Abbas, a abandonar o plano de pedir o reconhecimento do Estado palestino durante a Assembleia Geral da ONU, que será realizada no próximo dia 20 em Nova York.Citando altos funcionários da gestão Obama e da diplomacia americana em caráter de anonimato, o jornal aponta, no entanto, que o esforço de Washington pode ter chegado tarde demais.

Israel se opõe firmemente ao projeto palestino, no momento em que as negociações de paz estão travadas há quase um ano devido à negativa israelense de deter os assentamentos judaicos em territórios palestinos ocupados.

Os Estados Unidos argumentam que os palestinos somente conseguirão um Estado significativo por meio de negociações diretas de paz e advertiu que vetará no Conselho de Segurança qualquer pedido em favor da entrada na ONU de um Estado palestino com plenos direitos.

Washington, no entanto, não possui o apoio suficiente para bloquear a iniciativa na Assembleia Geral, que poderia elevar o estatuto da missão palestina de "entidade" observadora sem direito a voto a Estado observador sem direito a voto.

A mudança abriria aos palestinos acesso a dezenas de agências e convenções da ONU, que reforçariam, por exemplo, sua capacidade de denunciar Israel diante do Tribunal Penal Internacional de Haia.

Os funcionários norte-americanos citados pelo jornal apontam que Washington tenta a todo custo evitar um veto no Conselho ou o voto contrário na Assembleia Geral, já que ambos os casos podem gerar uma onda de descontentamento no Oriente Médio.

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