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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Eike e Abrolhos: a falta de explicação e de bom senso

Por Leandra Gonçalves
Do Greenpeace

Para a falta de respostas, a repressão. Essa foi a escolha da petroleira OGX, de Eike Batista, diante do protesto pacífico realizado ontem.

Vestidos de baleias, os ativistas do Greenpeace se acorrentaram na entrada do edifício da empresa, no centro do Rio. O objetivo era obter um posicionamento definitivo dos executivos sobre a retirada de suas operações na região de Abrolhos.

Mas a empresa não tinha respostas. Às pressas, divulgou um comunicado vago, que mostrou desconhecimento científico sobre o impacto que um vazamento pode causar sobre todo o banco dos Abrolhos.

Decididos a resistir, a empresa optou por fechar os ativistas dentro do edifício. As pessoas de fora, inclusive a imprensa, ficaram sem acesso a eles por nove horas. Uma lona preta cobriu os vidros do saguão para impossibilitar o registro de imagens desde o lado fora. Alimentos e água foram impedidos de entrar. A luz foi cortada e todos ficaram no escuro.

Foram momentos tensos, de muita exaustão física e pressão psicológica, que terminou apenas pela repressão policial. Às 19h20, em uma cena cinematográfica, o Batalhão de Choque da Polícia Militar cercou a área e invadiu o edifício, cortando as correntes e arrastando os ativistas para o camburão. Até integrantes da imprensa chegaram a ser levados para a delegacia.

Se por um lado, ainda não conseguimos que a OGX deixasse Abrolhos, por outro nossa mensagem correu o mundo. Não vamos desistir, mas sabemos que nossa pressão é apenas um pequeno passo para atingir este objetivo. O posicionamento público é fundamental para fazer as empresas tomarem uma atitude responsável.

Desta cruzada, você também pode participar. Assine nossa petição e poste sua mensagem de indignação no facebook e twitter e mostre a Eike Batista e às outras nove empresas que exploram petróleo em Abrolhos que esta riqueza natural deve ser preservada.

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