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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Dilma, Obama e Palestina: "Um mundo de paz e desenvolvimento"

Raphael Tsavkko me citou no post abaixo.  Reproduzo-o.


Do Blog do Tsavkko


O blogueiro @DanielDantas79 me enviou o link para um post em seu blog sobre um discurso da presidente Dilma que, por alguma razão (a principal é o silêncio auto-imposto pelos "progressistas) pouco foi comentado.

Na realidade, fora o post do Daniel, não ouvi falar no assunto. Diz o Daniel:
A presidenta Dilma Rousseff enviou mensagem ao presidente Barack Obama pelos dez anos do 11 de setembro.
Acho que Dilma é piadista - ou o governo brasileiro perdeu a noção - ao afirmar que o povo americano continua "a trabalhar, incessantamente, por um mundo de paz e desenvolvimento". 
Vejamos se entendi. Dilma enviou mensagem pelo 11 de setembro a Barack Obama (o que não tem nada de mais, ainda que uma mensagem ao presidente do Chile pelo golpo contra Allende ou ao Presidente da Generalitat de Catalunya pela Diada também fossem interessantes) afirmando que seu povo - logo, seu país - trabalham por paz e desenvolvimento?

Compartilho da surpresa e revolta do Daniel. E repudio veementemente a total falta de noção de Dilma em dizer tamanha besteira! Uma coisa é enviar uma carta simpática, outra é beijar a mão do império e ajudá-lo na propagação de mentiras deslavadas.

Reproduzo a mensagem:
Senhor Presidente,
Em nome do povo e do governo do Brasil, expresso nossa solidariedade e pesar à nação norte-americana, no dia em que se completam dez anos dos atentados terroristas de 11 de setembro.
Creio que a maior homenagem que podemos prestar aos mais de três mil inocentes que pereceram naquela data é, tendo por inspiração a coragem exibida pelo povo dos EUA em face da tragédia,continuar a trabalhar, incessantemente, por um mundo de paz e desenvolvimento.
Nesse assunto, partilho plenamente a visão de Vossa Excelência, expressa em discurso na cidade do Cairo, de que o extremismo violento deve ser combatido em todas as suas formas, inclusive por meio da reconciliação entre o ocidente e o mundo árabe, pela eliminação do armamentismo nuclear, pela afirmação da democracia, pelo respeito à liberdade religiosa e aos direitos humanos e da mulher, pela promoção do desenvolvimento econômico e a criação de oportunidades para todos em um mundo de paz e cooperação. Conte com o Brasil na construção dessa ordem internacional mais pacífica e mais justa.
Mais alta consideração,
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil
Realmente, os EUA trabalham pela paz mundial. Isto fica claro especialmente na posição do país sobre o reconhecimento da Palestina. Obama irá vetar. A paz mundial agradece...?

O silêncio às vezes é a melhor escolha. 

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