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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Cuidado com os blogs que você lê

No feriado de quarta-feira estávamos tomando sorvete com um casal amigo e conversávamos sobre a qualidade de alguns ícones do jornalismo potiguar.  Falamos sobre a incapacidade de escrever um texto inteligível de algumas figuras.  Alguns proeminentes colegas em Natal tem muita dificuldade em se fazer entender em seus textos.
Pensava nisso agora há pouco.  Particularmente, acredito que precisamos fazer um alerta sobre esses riscos.
Se eventualmente você quiser se inteirar em blogs políticos sobre o que acontece no Rio Grande do Norte, tome cuidado com algumas coisas:

  • Não acredite em blogs que vendam espaço e notas.  Eles publicam o que querem os políticos.  Fazem mais assessoria que jornalismo.
  • Duvide de quem escreve mal ou dá mostras de ser mal informado.
  • Por exemplo, 

não acredite em quem não sabe que todas as embaixadas ficam na capital do país e que em Recife funcionam consulados;
não acredite em quem duvida que alguém é alguém no twitter, chegando ao cúmulo de pedir o telefone de seus familiares para confirmar a identidade;
não acredite em quem não sabe que o jornal que editou sempre foi e continua sendo vespertino - e que disse outra coisa apenas para justificar sua saída do veículo;
não acredite em quem acha que, mesmo com três pré-candidatos a prefeito de partidos da base aliada (inclusive um do PT), o Planalto tem uma prefeita com 80% de rejeição como candidata preferida em 2012;
não acredite em quem publique textos imensos sobre seus patrocinadores;
não acredite em quem não pode justificar sua renda mensal e sobre quem, além de tudo,  pesam suspeitas de recebimento irregular de verbas públicas.
 
 
 

Comentários

  1. Sábias recomendações!!
    devemos realmente ter muito cuidado com jornalistas pistoleiros de aluguéis.

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