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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Confrontos entre cristãos e muçulmanos matam ao menos 22 na Nigéria

Queria entender um mix que o texto da Reuters propôs: confrontos étnicos entre duas fés.  Como é isso?  Fé é o mesmo que etnia? 


Da Reuters
No UOL

Ao menos 22 pessoas morreram em confrontos entre jovens cristãos e muçulmanos e forças de segurança na cidade nigeriana de Jos nesta quinta-feira, afirmou um funcionário do necrotério local, no segundo dia de violência nesta semana.
"Houve confrontos na área de Dusu Uku entre jovens cristãos e muçulmanos. Não temos certeza sobre o que aconteceu, mas em algum momento as forças de segurança se envolveram", disse à Reuters por telefone Mohammed Kabiro, que trabalha no necrotério central para onde os corpos foram enviados.

"Até agora recebemos 22 mortos aqui no necrotério, a maioria jovens, mas nos disseram que há mais por vir", ele disse, acrescentando que a maioria dos corpos que ele viu tinha ferimentos de tiros.

O porta-voz para a Força-Tarefa Militar Conjunta responsável pela segurança em Jos, capitão Charles Eckeocha, disse que não tinha informações sobre o número de vítimas.

"Não tenho os detalhes do que aconteceu, exceto de alguns de nossos soldados que foram baleados e feridos. Pedimos reforços e eles chegaram. A situação está calma agora", disse.

Treze pessoas morreram em confrontos entre jovens cristãos e muçulmanos que celebravam o festival Eid al Fitr em Jos na segunda-feira, informou o Exército.

Não estava claro se essa última onda de violência estava ligada àquele incidente.

Jos, entre o norte muçulmano e o vasto sul cristão, é, às vezes, o centro de tensões sectárias e étnicas entre as duas fés.

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