A avaliação positiva da presidente Dilma Rousseff é maior do que a dos
ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique
Cardoso (PSDB) nas terceiras pesquisas de popularidade CNI/Ibope das
suas gestões. Enquanto 71% aprovaram Dilma Rousseff à frente do governo
neste mês, 69% aprovaram a maneira de governar de Lula na terceira
pesquisa do seu primeiro mandato. Em relação a FHC, 57% o aprovaram
como presidente em setembro de 1995.
A avaliação do governo
Dilma também supera a das gestões dos ex-presidentes. Enquanto o
governo da presidente Dilma foi avaliado como ótimo ou bom por 51% dos
entrevistados em setembro, em setembro do primeiro ano do governo Lula,
o percentual foi de 43%. No mesmo período do primeiro ano de FHC, sua
gestão recebeu aprovação de 40%.
O gerente-executivo de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria,
Renato da Fonseca, destacou que a presidente Dilma herdou a
popularidade de Lula. Na última pesquisa de popularidade do seu
governo, em dezembro de 2010, Lula atingiu 87% de aprovação pessoal.
'Faxina' melhorou avaliação, diz CNI
A melhora da avaliação da presidente Dilma Rousseff se deve à
faxina promovida na Esplanada dos Ministérios, segundo o
gerente-executivo de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria
(CNI), Renato da Fonseca.
A pesquisa de setembro, diz Fonseca, reflete as demissões dos
envolvidos em denúncias de corrupção no alto escalão do governo. "Ela
conseguiu, dentro do episódio virar um pouco o jogo para trazer coisas
positivas para o seu governo", afirmou.
Na pesquisa de setembro, os assuntos mais lembrados de forma espontânea
são as denúncias de corrupção nos ministérios dos Transportes,
Agricultura e Turismo. Em segundo lugar, vem a faxina ministerial
empreendida por Dilma.
Na sondagem realizada em julho, os assuntos mais lembrados foram a
crise no Ministério dos Transportes, com 21%, e a demissão do então
ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, com 14%. As ações da
presidente em relação às denúncias não chegaram a ser mencionadas pelos
entrevistados na época.
A avaliação positiva da presidente Dilma Rousseff subiu quatro pontos
percentuais entre julho e setembro, passando de 67% para 71%. A
pesquisa CNI/Ibope entrevistou 2.002 eleitores em 141 municípios. A
margem de erro é de dois pontos percentuais.
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