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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

A CIA virou máquina de matar

Por Fernando Brito
No blog Tijolaço

Não vi em nenhum jornal menção à grave matéria publicada hoje pelo The Washington Post afirmando que, desde o 11 de setembro, a CIA mudou sua prioridade: de espionagem para simples assassinato.

A matéria mostra que a força contra-terrorismo da agência passou, nestes dez anos, de 300 para 2 mil agentes, espalhados pelo mundo e contando, agora, com uma força de aviões não tripulados que já matou cerca de 2 mil pessoas no mundo árabe. Neste momento, as execuções estão concentradas no Iemen, onde – dizem eles – há grupos simpatizantes da Al Qaeda.

Segundo o jornal, a CIA não reconhece oficialmente o programa drone – zangão, nome dos aviões não-tribulados - “e muito menos dá explicação pública sobre o que atira e quem morre, e por que regras.”
“Estamos vendo a volta CIA em mais de uma organização paramilitar, sem a supervisão e responsabilidade que tradicionalmente esperam dos militares”, disse Hina Shamsi, o diretor do Projeto Nacional de Segurança da União Americana pelas Liberdades Civis.

Sobre isso, a ONU afirmou que… Ah, a ONU não afirmou nada, ignora.

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