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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Ataque à frotilha afasta Turquia e Israel

Da Folha de São Paulo


A Turquia congelou ontem o comércio militar com Israel e o acusou de agir como "criança mimada" por rejeitar pedir desculpas pela morte de nove turcos numa ação contra um comboio de navios humanitários em 2010.
O governo turco também anunciou o reforço da presença de sua marinha de guerra no Mediterrâneo, gerando temores de escalada militar. As manobras turcas, anunciadas pelo premiê Recep Tayyip Erdogan, acentuam a crise bilateral entre países tidos até pouco tempo atrás como aliados estratégicos.

Os EUA se disseram ontem preocupados com a situação. A crise eclodiu após a publicação, na quinta-feira, do relatório final da ONU sobre o ataque da Marinha israelense contra seis navios que pretendiam furar o bloqueio naval imposto por Israel à faixa de Gaza, território controlado pelo grupo islâmico radical Hamas desde 2007.
O esperado documento, divulgado após longas consultas bilaterais, conclui que o bloqueio a Gaza é justificado, mas que Israel usou força "excessiva" e "não razoável" contra os tripulantes que levavam mantimentos a Gaza.
No texto, a ONU incentiva Israel a emitir "uma declaração adequada de pesar" pelo ataque e estabelece indenização às famílias dos oito turcos e do americano de origem turca que morreram na ação.
Após a publicação do texto, a Turquia expulsou o embaixador do Estado judaico. Israel se recusa a pedir desculpas sob pretexto de que a ação foi em legítima defesa, já que o comboio visava romper um bloqueio a Gaza tido como crucial para manter o isolamento do Hamas.
O governo israelense também afirma que seus soldados atiraram porque foram agredidos pelos ativistas com paus, facas e uma arma de fogo ao abordarem os navios.

Isolamento
Com o distanciamento turco, fica suspensa a venda de equipamentos aeronáuticos de Israel para a Turquia avaliados em quase US$ 1 bilhão.
Além do prejuízo comercial, a irritação turca também ameaça privar Israel de um raro interlocutor numa região dominada por governos que sequer reconhecem a existência do Estado judaico.
A Turquia é uma das maiores potências políticas e econômicas do Oriente Médio e um dos únicos países de maioria islâmica na Otan (aliança militar ocidental).
A Turquia também abriga gasodutos e oleodutos cruciais para a Europa. A tensão pode aumentar com os planos do premiê turco Erdogan de visitar a faixa de Gaza na próxima semana. Caso aconteça, a visita a Gaza seria uma afronta a Israel, que tem tentado colocar panos quentes para evitar uma escalada na crise.

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