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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#VejaInvaders: "Isso é o equivalente ao que acontecia no Reino Unido, nas empresas do Murdoch"

Dirceu disse que é "de morrer de rir" a insinuação de que conspiração contra Palocci
Do UOL

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) reagiu com indignação à matéria publicada pela revista "Veja" no fim de semana e afirmou que apoia incondicionalmente o governo da presidente Dilma Rousseff.
No sábado (27), a revista publicou que o ex-ministro do governo Lula mantém um gabinete informal em um hotel de Brasília onde despacha com parlamentares e integrantes do governo Dilma. A reportagem mostra imagens de políticos no andar do hotel onde Dirceu se hospeda, entre 6 e 8 de junho, dias que antecederam a queda do então ministro da Casa Civil, Antonio Palocci.

Em conversa com o Valor nesta segunda-feira (29), Dirceu disse que é "de morrer de rir" a insinuação de que conspirava com ministros, senadores e deputados para aproveitar-se politicamente da queda do ex-ministro Antonio Palocci, que pediu demissão no começo de junho após suspeitas em torno da evolução do seu patrimônio.
"Até as pedras sabem que eu sou governista. Pode ter alguém que apoie tanto quanto eu [o governo Dilma], mas é difícil', afirmou. Referindo-se à matéria como "a piada do ano", Dirceu minimizou o fato de ter se encontrado com autoridades em um andar reservado de um hotel, em Brasília.
"Isso é natural, eu tenho todo o direito de fazer política. Que eu encontro com parlamentares, com políticos, com governadores, isso é sabido. Eu viajo pelo Brasil, sou recebido, faço debates, faço palestras", afirmou Dirceu.
O ex-ministro disse não ver nada de estranho em ter recebido ele mesmo a visita das autoridades, e não o contrário. "Por que eu não vou ao Congresso? Porque eu fui cassado. Eu só vou ao Congresso no dia em que ele me dar anistia. É o mínimo de dignidade que eu tenho que ter, já que fui vítima de uma violência jurídica. Depois que o Supremo me absolver, que eu espero que ocorra o mais rápido possível, vou pedir anistia ao Congresso".
Dirceu contestou os métodos usados por "Veja" para obter as imagens usadas na reportagem e disse que houve tentativa de invasão do seu quarto no hotel. Ele comparou o episódio ao escândalo dos grampos feitos pelo jornal sensacionalista britânico "News of the World", do magnata Rupert Murdoch.
"A matéria em si não diz nada. O grave é a violação da lei. O hotel já pediu uma investigação para a Polícia Civil e para a Polícia Federal. Isso é o equivalente ao que acontecia no Reino Unido, nas empresas do Murdoch".
Procurada, a revista não se manifestou. A reportagem diz que o advogado Hélio Madalena, em cujo nome está registrado o quarto de Dirceu, "instou" a segurança a procurar a delegacia.




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