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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Sobre agressões e almoços de desagravo

A jornalista Eliana Lima se sente agredida pelo que disse o secretário Benito Gama, a ela, pelo twitter. E tem toda razão. Ontem mesmo expressei minha solidariedade a ela.
E se acha que precisa de um almoço de desagravo, é seu direito e de seus amigos.
Independente de questões pessoais ou ideológicas, a despeito de posições políticas ou partidárias, sempre haveremos de estar solidários a quem sofrer ofensa ou agressão desmedida – multiplicado isso se o agressor estiver investido de figura pública de mais ou menos peso.

No entanto, é lamentável que um daqueles que convoca para o desagravo, ainda citando a deselegância no twitter de Benito Gama, seja dos personagens dessa taba que mais ofende outros – e persegue os desafetos, ou aqueles com quem tem discordâncias políticas e ideológicas.
Alex Medeiros tem usado palavras torpes para agredir Daniel Menezes da Carta Potiguar, assim como usa palavras assim para me agredir há pelo menos três anos – em sua coluna, no seu blog ou no twitter. A coisa mais leve de que me chamou foi filho de goiamum. Não houve almoço em desagravo a mim – que acho efetivamente desnecessário -, apesar de eu ter recebido irrestrita solidariedade de tantos. Muitos inclusive se solidarizaram e me disseram, em off, que Alex não valia minha preocupação, continua se confraternizando com ele. É como se de forma torpe me dissessem, mesmo que meus amigos, que suas palavras não valem muito – ou que não podem ter a ousadia de se expor em nome da justiça, como poucos fazem. Eu e Daniel Menezes, por exemplo.
Lamento que Eliana, a agredida e, por isso, digna de toda a nossa solidariedade, aceite o desagravo numa mesa de almoço de alguém que, agressor, até prejuízo à vida profissional dos agredidos tem provocado. Alguém que mereceria receber o repúdio de todos.

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