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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Premiê canadense vai ao banheiro e só volta com exigência atendida


O premiê do Canadá, Stephen Harper, causou constrangimentos na diplomacia brasileira nesta segunda-feira, ao exigir uma mudança no cerimonial e só se dirigir ao salão para o almoço com a presidente Dilma Rousseff depois de atendido.

Os discursos e brindes, comuns neste tipo de evento, podem ser tanto antes quanto depois do almoço. Dilma prefere que seja depois, mas Harper fez questão que eles fossem realizados antes de os convidados começarem a comer no encontro de ontem. Ele não explicou os motivos.

Ele já tinha irritado assessores e diplomatas no Palácio do Planalto, avisando que falaria a jornalistas canadenses ali mesmo, quebrando a regra de que essas entrevistas ocorrem sempre no Itamaraty.
Como o lado brasileiro negou o pedido, Harper já chegou ao Itamaraty, para o almoço, demonstrando mau humor e exigindo a inversão dos brindes. Trancou-se então no banheiro privativo do ministro Antonio Patriota, enquanto aguardava uma resposta.
Aturdidos, os diplomatas brasileiros não sabiam o que fazer, se atendiam a um desejo da presidente brasileira ou se rendiam ao capricho do visitante canadense.
Só quando confirmaram que ele seria atendido é que Harper se dirigiu à sala Brasília, onde ocorreu o banquete, com salada de palmito, galinha-d'angola e "delícia de abacaxi". Os brindes são feitos com vinhos nacionais.
Apesar de a Embaixada do Canadá se dizer surpresa com essa versão, a Folha confirmou a história com diplomatas que estiveram no almoço e se solidarizaram com a aflição dos colegas do cerimonial para resolver o impasse.
O almoço foi marcado para às 13h, e a agenda seguinte da presidente foi a posse do ex-chanceler Celso Amorim como novo ministro da Defesa, já de volta no Planalto.

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