Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

PR formaliza saída do bloco governista no Senado

Do UOL:

O PR formalizou nesta quarta-feira a saída do bloco do governo no Senado depois que a presidente Dilma Rousseff promoveu uma "limpeza" no Ministério dos Transportes, comandado pela sigla. Com a decisão, o partido fica livre para atuar de forma independente nas votações e decisões tomadas na Casa --sem ter que seguir a orientação do PT, principal partido do bloco.
A saída dos seis senadores do PR faz com que o bloco do PMDB passe a ser o maior do Senado --com 28 senadores, contra 24 do bloco liderado pelos petistas. Antes da saída do PR, o bloco do governo era integrado por 30 senadores do PT, PR, PDT, PSB, PC do B e PRB.

O PR formalizou o documento com o pedido para saída do bloco na Mesa Diretora do Senado. O senador Magno Malta (ES), líder do partido, disse que a decisão representa o "fim da cegueira" do partido apoiar todas as votações orientadas pelo Palácio do Planalto.
"A presidente é Dilma, ela que tem que dizer porque, por uma noticia de jornal, demitiu todo mundo. Todo tratamento tem de ser isonômico. Pau que dá em Chico também tem de dar em Francisco."
Malta disse que, se a presidente for demitir servidores com base em denúncias de jornal, "daqui a pouco o Palácio do Planalto vai estar desocupado". O líder do PR cobra a instalação de CPI para investigar denúncias de um esquema de corrupção no Ministério da Agricultura, controlado pelo PMDB, diante da ofensiva para uma CPI nos Transportes.
"Porque a imprensa não força a barra para ter uma CPI também na Agricultura?", questionou.
Segundo Magno Malta, o PR vai fazer um "apoio crítico" ao governo nas votações do Senado. "O que é bom é bom, o que não é, não é. Quando você é da base fica meio cego, do jeito que vem [do governo] a gente vota. Sair do bloco era o mínimo que o PR tinha de fazer por respeito próprio."
Ontem, ao explicar no plenário da Casa as denúncias de corrupção nos Transportes, o ex-ministro Alfredo Nascimento disse que o PR "não pode ser tratado como lixo". Nascimento deixou o cargo sob acusações de liderar um esquema de corrupção na pasta e retornou ao Senado com a promessa de esclarecer as acusações.
Apesar de deixar o bloco no Senado, o PR continua oficialmente na base de apoio da presidente Dilma. Atualmente, o governo reúne 64 senadores em sua base, contra apenas 17 da oposição e PSOL.

Comentários

Postagens mais visitadas