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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Polícia que mata: Tomara que você morra no caminho!

Por Juceli de Castro
No Vi o Mundo

Há  quem reclame da morosidade do sistema penal brasileiro, mas veja: em 2008 na zona leste de São Paulo alguns policiais trataram de julgar, condenar e executar a sentença de dois jovens em pouco mais de 40 minutos. Segundo os “meritíssimos” policiais sentença para roubo é pena de morte. Simples assim, roubou tem que morrer! Imbuídos desta máxima vestiram as indumentárias; toga, capuz de carrasco e pragmatizaram. Como? No que hoje segundo as palavras da corregedoria foi um retardamento de socorro.

Ao que consta a polícia foi acionada para atender um caso de roubo a uma metalúrgica, quando chegaram ao local os dois bandidos já haviam sido baleados por um guarda municipal. Um deles havia levado seis tiros e o outro um tiro na cabeça.  A ação policial neste momento, mais do que um abuso foi um estupro de poder, deixaram os dois homens agonizando por cerca de 40 minutos até prestarem socorro, período este em que a justiça, além de cega foi surda! Destilando perversidade os policiais se encarregaram de humilhar categoricamente os dois indivíduos e certos de seus procedimentos  filmaram com um celular a cena, que agora, anos depois testemunham  este episódio que de outra forma não chegaria ao conhecimento da sociedade civil. O rapaz que levou o tiro na cabeça morreu três dias depois no hospital o outro sobreviveu, contrariando as expectativas de seus juízes.
O que esses policiais protagonizaram é reflexo do pensamento de um setor da sociedade quem sem pestanejar partilham da mesma opinião: estrebucha filha da puta!
Aos que se pautam em outras reflexões, resta esperar que o que morra no caminho seja a tentativa de legitimar a pena de morte a qualquer custo. Cuidado magistrados, tem gente querendo fazer o trabalho de vocês!

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