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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Polícia que mata: Tomara que você morra no caminho!

Por Juceli de Castro
No Vi o Mundo

Há  quem reclame da morosidade do sistema penal brasileiro, mas veja: em 2008 na zona leste de São Paulo alguns policiais trataram de julgar, condenar e executar a sentença de dois jovens em pouco mais de 40 minutos. Segundo os “meritíssimos” policiais sentença para roubo é pena de morte. Simples assim, roubou tem que morrer! Imbuídos desta máxima vestiram as indumentárias; toga, capuz de carrasco e pragmatizaram. Como? No que hoje segundo as palavras da corregedoria foi um retardamento de socorro.

Ao que consta a polícia foi acionada para atender um caso de roubo a uma metalúrgica, quando chegaram ao local os dois bandidos já haviam sido baleados por um guarda municipal. Um deles havia levado seis tiros e o outro um tiro na cabeça.  A ação policial neste momento, mais do que um abuso foi um estupro de poder, deixaram os dois homens agonizando por cerca de 40 minutos até prestarem socorro, período este em que a justiça, além de cega foi surda! Destilando perversidade os policiais se encarregaram de humilhar categoricamente os dois indivíduos e certos de seus procedimentos  filmaram com um celular a cena, que agora, anos depois testemunham  este episódio que de outra forma não chegaria ao conhecimento da sociedade civil. O rapaz que levou o tiro na cabeça morreu três dias depois no hospital o outro sobreviveu, contrariando as expectativas de seus juízes.
O que esses policiais protagonizaram é reflexo do pensamento de um setor da sociedade quem sem pestanejar partilham da mesma opinião: estrebucha filha da puta!
Aos que se pautam em outras reflexões, resta esperar que o que morra no caminho seja a tentativa de legitimar a pena de morte a qualquer custo. Cuidado magistrados, tem gente querendo fazer o trabalho de vocês!

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