Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Polícia que atira sem perguntar antes será indiciada

Do UOL:

A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciará por lesão corporal culposa (não intencional) os dois policiais militares que efetuaram pelo menos 14 disparos contra o ônibus da Viação Jurema que fazia o trajeto Praça XV-Duque de Caxias, sequestrado por um grupo de quatro homens armados na última terça-feira (9), na avenida Presidente Vargas, no centro da capital fluminense. As informações são da 6ª DP (Cidade Nova).

De acordo com o laudo preliminar do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, divulgado nessa quarta-feira (10), todos os tiros foram feitos de fora para dentro do veículo (em direção à lataria, na altura dos pneus), o que evidencia a suspeita de que os assaltantes não efetuaram disparos no interior do coletivo. Os resultados conclusivos da perícia devem sair nos próximos 30 dias.
Há informações de que pelo menos uma bala atravessou três bancos do veículo. Durante a ação criminosa, Liza Mônica Pereira, 46, foi baleada no tórax e levada para o hospital Souza Aguiar, no centro da cidade, em estado grave. Ela segue hospitalizada no CTI (centro de Terapia Intensiva) da unidade depois de uma cirurgia em um dos pulmões, que foi perfurado pelo projétil.
Ao todo, seis pessoas ficaram feridas. Além de Liza, outras duas permanecem hospitalizadas. Um homem identificado como Alcir Pereira, 56, ferido no pescoço, também está internado no hospital Souza Aguiar, com quadro clínico estável. Um policial militar baleado foi levado para o hospital da corporação, no Estácio, na zona norte, e está em período de observação. Ele passa bem, segundo o boletim médico, mas não há previsão de alta. A identidade do PM não foi revelada.
De acordo com a Viação Jurema, dona do ônibus sequestrado, um psicólogo contratado pela empresa está de plantão no hospital Souza Aguiar a fim de prestar assistência às vítimas.

Comentários

Postagens mais visitadas