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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Petista quer modificar painel de ACM e revolta carlistas

Da Folha de São Paulo:


Deputados da Bahia travam uma discussão acalorada depois que um apoiador do governador Jaques Wagner (PT) na Assembleia Legislativa propôs banir um painel que retrata o senador Antonio Carlos Magalhães (1927-2007) e seus aliados.
O deputado do PT Paulo Rangel sugeriu que a obra que adorna o plenário da Casa fosse substituída por outra em que também aparecessem políticos que fizeram oposição a ACM, como o petista Waldir Pires, ex-governador da Bahia e ex-ministro da Defesa.
Com 16 metros de altura por 10 metros de largura, o óleo "Nosso Senhor do Bonfim" foi pintado por Carlos Bastos (1925-2004). Concluído em 1993, foi retirado do plenário para ser restaurado.
Na época que o painel foi entregue à Assembleia, em 1993, ACM era governador.
Rangel apelidou o quadro de "nau dos amigos" porque aparecem familiares e aliados de ACM, e baianos ilustres como os escritores Jorge Amado e João Ubaldo Ribeiro, mas nenhum opositor.
"Outras personalidades baianas também fizeram história não aparecem porque eram adversárias deste grupo político. As pessoas diziam que Waldir Pires não aparecia porque estava olhando o mar do outro lado do barco [da pintura]."
A proposta do petista causou alvoroço e ele foi acusado de querer adulterar a obra -substituindo aliados de ACM por petistas no quadro, como o governador Jaques Wagner. Rangel nega.
Herdeiro político do carlismo, o deputado federal ACM Neto (DEM) ironizou a proposta: "Na Bahia, o PT quer aparelhar até obra de arte".
De acordo com ele, a intenção do partido é tentar "apagar o senador da memória dos baianos".
Não é a primeira polêmica entre o PT e o legado de ACM. Em junho, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de Luiz Alberto (PT-BA) para que o aeroporto de Salvador, que leva o nome do deputado Luís Eduardo Magalhães, volte a se chamar Dois de Julho, em alusão à "independência da Bahia".
O destino do painel depende da Mesa Diretora. A Folha não conseguiu localizar o presidente da Assembleia, Marcelo Nilo (PDT).

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