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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

@MiguelNicolelis: Um chute para ficar na história da copa e da neurociência

Em entrevista ao pernambucano Jornal do Commercio, publicada na edição de hoje, o neurocientista Miguel Nicolelis, falou sobre o projeto Walk Again.  Segundo ele, faz parte da rotina científica da medicina fazer implantes cerebrais. "Existem milhares de pacientes no mundo – quase 100 mil – que têm implante na cabeça para tratar algum tipo de doença. Vamos adotar todo um procedimento que salvaguarde claramente a segurança e a saúde desse paciente e dê a ele um retorno clínico que justifique o procedimento neurocirúrgico", esclareceu, enfatizando que é um implante para o resto da vida. 

Nicolelis defende que o procedimento não é antiético ou fere a prática da medicina:  "Quando você tem um benefício muito importante para um paciente e que não há outra alternativa terapêutica, você tem uma justificativa médica para fazer uma intervenção cirúrgica. Esses implantes não causam danos, são simples de serem feitos. Nós temos animais (macacos) que sobreviveram sete anos com implantes. E ainda estão vivos. Temos trabalhos que vão sair proximamente mostrando que, depois de todo esse tempo, não existe dano para o sistema nervoso central", disse.

Na entrevista, Nicolelis também criticou o trabalho parcial que imprensa fez ao cobrir a crise entre o IINN-ELS e o grupo liderado por Sidarta Ribeiro, da UFRN.  Segundo ele, “nenhuma informação publicada hoje no Brasil procede e nós vamos ter uma nota oficial sobre isso nos próximos dias”.
Reforçando que não há qualquer risco de descontinuidade da parceria entre a UFRN e o IINN-ELS, o neurocientista aproveitou para alfinetar o ex-orientando Sidarta: “Questões outras eu não discuto em público. Devem ser discutidas internamente. Eu não tenho o hábito de levar essas questões para a imprensa”.
Nicolelis questionou ainda a postura de parte dos pesquisadores que saiu, ao afirmar que "de repente, um grupo de professores que chegou no Brasil há um ano resolve que eles têm direito a coisas que foram adquiridas para esse projeto antes mesmo de eles voltarem para o País.  Isso foi levado para a reitoria. A UFRN e o meu instituto estão trabalhando há oito anos, com um sacrifício muito grande pessoal e institucional. É muito fácil chegar e querer tomar conta da situação. Só que esse projeto tem um histórico, tem toda uma legislação que regulamenta essa parceira. A gente fala sobre esse projeto entre instituições, não como pessoas.”
Ainda sobre os pesquisadores que deixaram o IINN-ELS, Nicolelis diz na entrevista que eles "tiveram a opção de voltar para a universidade, que é o lugar deles”.  Além disso, afirmou que nas próximas duas semanas será feito um anúncio que porá fim a essas especulações de uma vez por todas.
Reiterando não poder falar sobre o volume de investimentos privados que recebe, por obrigação contratual, Nicolelis reafirmou ao Jornal do Commercio que "para cada real que foi trazido do governo federal para nossa Oscip nós tivemos R$ 2 de recursos privados. Isso é algo inédito na história da pesquisa científica no Brasil e devia ser considerado como algo que mostra o mérito de nosso projeto”.

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