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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

A mídia, os Estados Unidos e a ideologia

O Le Monde Diplomatique Brasil deste mês traz alguns textos que discutem a democracia e a democratização dos meios de comunicação.

Em uma época em que se fala em propostas de Reforma Política que incluem o financiamento público de campanha, ao mesmo tempo em que se torna mais patente a necessidade da regulação dos meios de comunicação no país, é imprescindível a leitura de um artigo como o que denuncia a relação promíscua entre políticos, meios de comunicação e os interesses econômicos mais poderosos do país.  Em Nos EUA, a fusão entre imprensa, poder e dinheiro, os autores mostram como a liberação do teto de financiamento de campanha nos Estados Unidos, assim como a permissão dada pela Suprema Corte para que entidades privadas e que nada têm a ver com os partidos paguem e publiquem propagandas eleitorais (agredindo os candidatos que ferem seus interesses) modifica as relações de força e impedem o avanço de forças e propostas políticas progressistas no país.

A análise recai sobre as eleições legislativas do ano passado.  É evidente e inevitável traçarmos os paralelos com o que ocorreu em nossa campanha eleitoral do ano passado.  As estratégias, as formas de fazer política, as relações promíscuas e nem sempre democráticas entre mídia e partidos atendem, ao que parece, um denominador e uma ideologia comuns e globais.

Vale a leitura e a reflexão.

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