Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Londres em chamas: O homem que detonou a BBC, ao vivo

por Luiz Carlos Azenha, no Vi o Mundo
O vídeo abaixo vai certamente entrar na lista das melhores atuações do PIG, emparelhado com aquele da massa cheirosa.

A entrevistadora da BBC, Fiona Armstrong, tinha — como se diz no ramo — uma agenda.

Ela queria que o entrevistado, o escritor Darcus Howe, condenasse os tumultos em Londres e parece ter ficado transtornada com a opinião destoante do convidado.

Ele disse que se a polícia e o governo britânico tivessem ouvido os jovens — brancos ou negros –, saberia antecipadamente que eles estavam no limite com a atuação dos policiais.

Howe citou o próprio neto, que disse ao avô ter sido revistado pela polícia um sem número de vezes nas ruas da cidade.

A apresentadora disse que não tinha motivos para achar que ele estava mentindo. Mas, quem disse que ele estava mentindo?

Em seguida, visivelmente agitada, ela sugeriu que o próprio escritor tinha participado de “riots” no passado, “tumultos”.

Ele: “Nunca participei de tumultos. Eu estive em manifestações que terminaram em conflito. Tenha respeito por um velho negro das Antilhas”.

Disse também que a entrevistadora soava “idiotic”, ou idiota.

A resposta final dele, em inglês:

“I have never taken part in a single riot. I’ve been part of demonstrations that ended up in a conflict. Stop accusing me of being a rioter and have some respect for an old West Indian negro, because you wanted for me to get abusive. You just sound idiotic – have some respect.”

A BBC pediu desculpas pela maneira como a âncora formulou a pergunta e Howe disse que, por isso, desistiu de processar a emissora.

Outras versões deste mesmo vídeo já tem mais de 3,5 milhões de acessos no You Tube.

Esse vídeo me lembrou a entrevista de Sérgio Caccia Bava na GloboNews (Azenha atualizou o texto também incluindo este vídeo)

Comentários

Postagens mais visitadas