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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Londres em chamas: justiça rápida e dissidência muda

(Do Blog do Miro)
Por Iroel Sánchez, no blog cubano La Pupila Insomne:


Sem perguntar como é possível fazer justiça tão rápida, o diário espanhol El País nos conta que os tribunais julgam, em um ritmo de 10 por hora, os acusados de participar dos recentes distúrbios no Reino Unido.

A média é de apenas seis minutos para decidir se o réu é culpado ou inocente – a maioria menores de idade. No entanto, de acordo com as provas recolhidas em Londres, segundo o repórter Juan Losa, todos são condenados, sem que seja ouvida uma só testemunha familiar, de amigos ou dos próprios implicados.
E as lições chegam de longe. Em Nova Iorque, a agência Europa Press elogia o desempenho da polícia dessa cidade que criou – a partir dos sucessos de Londres – um departamento para vigiar a internet que terá “como objetivo rastrear as redes sociais como Facebook e Myspace e as de comunicação como Twitter para estar informados sobre os movimentos na rede”. Nem desta vez há espaço para vozes dissidentes criticarem esta decisão.

Bonita lição de justiça rápida e dissidência muda nos dão os meios de comunicação, que são tão atentos para transformar qualquer delinqüente em herói quando se trata de Cuba. É bem distinta sua cobertura sobre esta Ilha onde os julgamentos “sumários” duram vários dias, em que os “movimentos na rede” são incentivados pelo maior departamento de poliCIA do mundo, e os “dissidentes” ocupam as primeiras páginas do El País e Europa Press.

* Tradução de Sandra Luiz Alves.

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