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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Londres em chamas: Condenam-se crianças

Do Opera Mundi

Um menino de 11 anos foi condenado nesta quarta-feira (31/08) a 18 meses de reabilitação em um centro para menores por roubar um cesto de lixo durante os recentes distúrbios em Londres, tornando-se o mais jovem dos processados por estes incidentes.

A criança, que não pôde ser identificada por razões legais, roubou, em 8 de agosto, um cesto de lixo avaliado em 56 euros de uma loja de departamento localizada em Romford, ao norte de Londres. Durante o incidente, um grupo de homens quebrou as vitrines da loja causando um dano estimado em 6,7 mil euros, e um policial viu nesse momento o menino aproveitar a ocasião para furtar o cesto.

O juiz, ao ler a sentença, assegurou nesta quarta-feira que se tratava de um incidente muito grave e que se o condenado fosse um adulto teria sido preso. O menino estava sob supervisão dos serviços sociais por ter retirado com uma faca, cinco dias antes, a espuma dos assentos de um ônibus e em seguida ateado fogo.

Após o resultado da condenação, uma organização de proteção à infância criticou as penas dos tribunais aos menores por "pequenos delitos", classificando-os como "imprudentes".

"A experiência demonstra que após um ano, a metade dos meninos e meninas desta idade que são condenados por um tribunal volta a cometer delitos e, além disso, sua experiência com o sistema judiciário aumenta as probabilidades de que voltem a delinquir", explicou Anne Marie Carrie, responsável desta organização.

Cerca de 1,5 mil pessoas, das quais 22% são menores de 18 anos, foram processadas pela participação na onda de violência que assolou várias cidades inglesas entre os dias 6 e 9 de agosto.

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