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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Londres em chamas: "Mubarak" Cameron promete tolerância zero

Do Terra

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, prometeu que seu poverno terá "tolerância zero" com a violência nas ruas e com os bandos, os saqueadores e que provoquem distúrbios.
Em entrevista publicada neste domingo no The Sunday Telegraph, Cameron insistiu em que haverá mão dura com quem voltar a tentar ir para as ruas como ocorreu com a onda de violência que afetou Londres e outras cidades entre no sábado e na terça-feira passados.

O premiê calculou que há no país cerca de 100 mil famílias com problemas que precisam de ajuda do governo e, por isso, prometeu medidas a respeito, assegurando que não o preocupa que haja quem veja nesta política um "Estado babá".
O primeiro-ministro britânico voltou a questionar a atuação da polícia no começo dos distúrbios. Na sua opinião, as táticas policiais "não funcionaram" no começo, porque se organizaram para enfrentar protestos contra a morte de Mark Duggan - que foi o que deu começo aos distúrbios -, mas as forças de segurança deveriam ter mudado antes sua forma de agir quando tais protestos derivaram em uma coisa muito diferente, o saque, a violência e o roubo.
Cameron contratou como assessor um ex-delegado de Nova York e Los Angeles, Bill Bratton, que o aconselhará em matéria de bandos, uma contratação que foi fortemente criticada pela polícia britânica.
Um dos aspirantes a comandar a Scotland Yard, Hugh Orde, mostrou em entrevista ao The Independent suas dúvidas sobre a ajuda que possa oferecer o novo assessor que vem de áreas dos Estados Unidos nas quais continua havendo até 400 bandos, algo que demonstra que a atuação policial não é efetiva. Orde assegurou, pelo contrário, que o modelo policial britânico está entre os melhores da Europa.
Neste domingo continuam os depoimentos dos detidos, cerca de 1.700 até o momento, pelos distúrbios acontecidos nas cidades da Inglaterra. Entre eles prestam declarações dois jovens, de 17 e 26 anos, suspeitos da morte de um homem no bairro londrino de Croydon, que foi encontrado no interior de seu carro com um ferimento de bala e que morreu no dia seguinte.
Por esta morte cinco pessoas foram detidas, e, segundo a polícia, os responsáveis também estiveram envolvidos em saques e no roubo de, pelo menos, outras duas pessoas.

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