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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Indignados: Quase 400 são presos nos protestos estudantis no Chile

Do UOL:

O protesto dos estudantes realizado na terça-feira no Chile, com violentos distúrbios e um forte "panelaço" noturno, deixou 396 presos e 78 feridos em todo o país, segundo o mais recente balanço divulgado nesta quarta-feira pelo governo.
Milhares de pessoas fizeram um "panelaço" na noite de terça-feira em Santiago, onde alguns manifestantes montaram barricadas nas ruas, para apoiar o protesto estudantil que exige um melhor ensino público no Chile.
O 'panelaço' é o segundo realizado em menos de uma semana e retoma um protesto típico contra a então ditadura do general Augusto Pinochet.
A população foi às varandas e janelas de Santiago para bater panelas, atendendo ao apelo dos líderes estudantis chilenos, que há dois meses protestam para pedir o fortalecimento do ensino público no país.
"Escutamos as panelas por todas as partes, tomara que o presidente escute e atenda nossas reivindicações", disse no Twitter Camila Vallejo, uma das principais dirigentes estudantis.
Em alguns bairros de Santiago, como Plaza Ñuñoa, centenas de pessoas foram às ruas e manifestantes levantaram barricadas em vários pontos do centro e da periferia da capital.
Durante o dia, um protesto reuniu mais de 100 mil pessoas no centro de Santiago, degenerando em confrontos que deixaram 274 detidos e 23 policiais feridos.

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